Publicação
O espaço público - introdução
| Resumo: | Os lugares públicos fixaram na Europa a mediação da subjetividade, a expressão e a experiência do comum e estão hoje num momento de charneira. Oscilam entre a formalização que o século XIX lhes deu e que se propagou um pouco por toda a Europa e um presente que os associa principalmente ao consumo e a valores históricos e simbólicos. A praça é o recurso tipológico por excelência da cidade europeia, continuada pela cidade capitalista oitocentista e elevada a espaço simbólico da memória na cidade contemporânea. Os lugares públicos da modernidade universal estão por norma distantes da matriz iluminista. Aceitam outra complexidade e propõem novas formalizações do comum. Um dos grandes desafios conceptuais colocados à arquitetura é precisamente o desenho do comum, da complexidade, da informalidade. Este desafio é acompanhado pelo processo de despolitização das sociedades contemporâneas que progressivamente se afastam da matriz grega para o conceito de público – “a exposição ao olhar” – e da civis romana. Porque público e privado hoje se confundem, a possibilidade da construção da praça é um modo para clarificar esta oscilação entre unidade e diferença. Sabendo que as cidades contemporâneas possuem a complexidade da despolitização não podemos deixar de afirmar que abandonar o espaço público é abandonar a política. O dossier publicado neste número publica os artigos resultantes das comunicações apresentadas na conferência internacional Espaço Público. O Lugar da Praça na Cidade Contemporânea, organizada pelo DA/ UAL, em parceria com o ISCTE e o apoio da Ordem dos Arquitetos, em 13 e 14 de janeiro de 2012. |
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| Autores principais: | Carvalho, Ricardo |
| Assunto: | arquitetura dossier espaço público |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | outro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade Autónoma de Lisboa |
| Idioma: | português |
| Origem: | Camões - Repositório Institucional da Universidade Autónoma de Lisboa |
| Resumo: | Os lugares públicos fixaram na Europa a mediação da subjetividade, a expressão e a experiência do comum e estão hoje num momento de charneira. Oscilam entre a formalização que o século XIX lhes deu e que se propagou um pouco por toda a Europa e um presente que os associa principalmente ao consumo e a valores históricos e simbólicos. A praça é o recurso tipológico por excelência da cidade europeia, continuada pela cidade capitalista oitocentista e elevada a espaço simbólico da memória na cidade contemporânea. Os lugares públicos da modernidade universal estão por norma distantes da matriz iluminista. Aceitam outra complexidade e propõem novas formalizações do comum. Um dos grandes desafios conceptuais colocados à arquitetura é precisamente o desenho do comum, da complexidade, da informalidade. Este desafio é acompanhado pelo processo de despolitização das sociedades contemporâneas que progressivamente se afastam da matriz grega para o conceito de público – “a exposição ao olhar” – e da civis romana. Porque público e privado hoje se confundem, a possibilidade da construção da praça é um modo para clarificar esta oscilação entre unidade e diferença. Sabendo que as cidades contemporâneas possuem a complexidade da despolitização não podemos deixar de afirmar que abandonar o espaço público é abandonar a política. O dossier publicado neste número publica os artigos resultantes das comunicações apresentadas na conferência internacional Espaço Público. O Lugar da Praça na Cidade Contemporânea, organizada pelo DA/ UAL, em parceria com o ISCTE e o apoio da Ordem dos Arquitetos, em 13 e 14 de janeiro de 2012. |
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