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Utopia e (Des)encanto em Vivre à Madère de Jacques Chardonne

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Se, como afirma Jacques Chardonne, “l’éden, le paradis perdu, l’âge d’or, le bonheur, c’est une singulière idée chez les hommes”, procuraremos compreender de que forma a ideia utópica de éden ou de perfeição se poderá encontrar na obra de Jacques Chardonne intitulada Vivre à Madère, publicada em Paris em 1953. Poderá a ilha, neste caso particular, a Madeira, aproximar-se da noção utópica de «lugar ideal», na esteira de Thomas More ou, pelo contrário, irá o protagonista, aquando da sua deslocação à ilha, confrontar-se com uma experiência de desencanto? Tentaremos reflectir acerca destas questões procurando o seu enquadramento na perspectiva literária das relações entre Utopia e Viagem, pelo facto de nela se fundar a estrutura matricial do género utópico, assim como se procurará estabelecer uma ligação com outras áreas do saber, nomeadamente, a Filosofia, na forma como o narrador irá questionar a própria vida.
Autores principais:Moniz, Ana Isabel
Assunto:Travel Fiction Real Knowledge Real Ficção Viagem Conhecimento
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Associação Portuguesa de Estudos Franceses
Idioma:português
Origem:Carnets, Revista Electrónica de Estudos Franceses
Descrição
Resumo:Se, como afirma Jacques Chardonne, “l’éden, le paradis perdu, l’âge d’or, le bonheur, c’est une singulière idée chez les hommes”, procuraremos compreender de que forma a ideia utópica de éden ou de perfeição se poderá encontrar na obra de Jacques Chardonne intitulada Vivre à Madère, publicada em Paris em 1953. Poderá a ilha, neste caso particular, a Madeira, aproximar-se da noção utópica de «lugar ideal», na esteira de Thomas More ou, pelo contrário, irá o protagonista, aquando da sua deslocação à ilha, confrontar-se com uma experiência de desencanto? Tentaremos reflectir acerca destas questões procurando o seu enquadramento na perspectiva literária das relações entre Utopia e Viagem, pelo facto de nela se fundar a estrutura matricial do género utópico, assim como se procurará estabelecer uma ligação com outras áreas do saber, nomeadamente, a Filosofia, na forma como o narrador irá questionar a própria vida.