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Condomínios Habitacionais Fechados e Qualidade de Vida

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Summary:1) Com a ausência, em Portugal, de um enquadramento legal preciso, a noção de condomínio habitacional fechado remete-nos à consideração de um universo arquitectónica, social e simbolicamente heterogéneo. 2) O fenómeno do seu surgimento e expansão convida-nos a interpelar, de forma indissociável, Espaço, Cidade e Democracia, revestindo-se, tal interpelação, de um particular potencial estratégico na discussão em torno da cidade que temos e sua transformação na cidade que queremos. 3) Os marcadores materiais e simbólicos que operam a distinção dos condomínios habitacionais fechados entre a generalidade dos condomínios, a imaginação sobre quem neles vive e as razões e impactes subjacentes à sua origem e expansão, assumiram-se como temáticas orientadoras da provocação e da descoberta dos discursos de um conjunto de interlocutores social e culturalmente diversos, distintamente asociados à produção e apropriação social de alguns destes empreendimentos, localizados na cidade de Lisboa. 4) Um diálogo analiticamente estabelecido entre residentes, agentes associados à oferta de espaço residencial, investigadores e decisores políticos, do qual-por entre linhas de ruptura- emergem interessantes e preocupantes espaços de consenso e compreensão mútuas, nele se aclarando elencos de preocupações e reivindicações produzidas sobre a cidade actualmente existente, os quais se afiguram partilhados entre confessados adeptos e assumidos opositores destes empreendimentos. Endereçado o desafio, como poderá a Cidade responder?
Main Authors:Martins, Marta Ferreira
Subject:Article
Year:2009
Country:Portugal
Document type:research article
Access type:open access
Associated institution:ISCTE-IUL
Language:Portuguese
Origin:Cidades, Comunidades e Territórios
Description
Summary:1) Com a ausência, em Portugal, de um enquadramento legal preciso, a noção de condomínio habitacional fechado remete-nos à consideração de um universo arquitectónica, social e simbolicamente heterogéneo. 2) O fenómeno do seu surgimento e expansão convida-nos a interpelar, de forma indissociável, Espaço, Cidade e Democracia, revestindo-se, tal interpelação, de um particular potencial estratégico na discussão em torno da cidade que temos e sua transformação na cidade que queremos. 3) Os marcadores materiais e simbólicos que operam a distinção dos condomínios habitacionais fechados entre a generalidade dos condomínios, a imaginação sobre quem neles vive e as razões e impactes subjacentes à sua origem e expansão, assumiram-se como temáticas orientadoras da provocação e da descoberta dos discursos de um conjunto de interlocutores social e culturalmente diversos, distintamente asociados à produção e apropriação social de alguns destes empreendimentos, localizados na cidade de Lisboa. 4) Um diálogo analiticamente estabelecido entre residentes, agentes associados à oferta de espaço residencial, investigadores e decisores políticos, do qual-por entre linhas de ruptura- emergem interessantes e preocupantes espaços de consenso e compreensão mútuas, nele se aclarando elencos de preocupações e reivindicações produzidas sobre a cidade actualmente existente, os quais se afiguram partilhados entre confessados adeptos e assumidos opositores destes empreendimentos. Endereçado o desafio, como poderá a Cidade responder?