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A representação algorítmica da cidade contemporânea

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Resumo:No artigo, abordamos o contexto atual da Cidade do Rio de Janeiro, marcado intensamente por uma sociabilidade violenta e letal. Acionamos uma triangulação analítica que inclui a situação de necropolítica e de brutalismo que caracteriza o urbicídio carioca; a condição existencial do territoriante em liminaridade que enfrenta a algoritmização da vida cotidiana; e o horizonte ético da justiça territorial que reacende a esperança de transformação do status quo. Essa triangulação nos leva à conclusão de que as injustiças territoriais agravadas pelo contexto de violência repercutem a ambiguidade da algoritmização do espaço urbano onde ocorrem, no decorrer do avanço do urbanismo plataformizado. Empiricamente, o uso de tecnologias de informação e comunicação, de que são exemplo os aplicativos Onde Tem Tiroteio e Fogo Cruzado, produz espaços liminares que definem a ação territorial de sujeitos sociais, em sua condição de territoriantes vinculados às redes digitalizadas. Por seu turno, estratégica e taticamente, a governança territorial e a governança informal, devidamente articuladas com a representação algorítmica da cidade, por meio de aplicativos de plataformas digitais, insinuam o desafio de superação do déficit ético rumo a uma cidadania urbana autônoma capaz de contribuir efetivamente para a garantia dos direitos humanos – direito à vida – e dos direitos urbanos, como os direitos à mobilidade, ao lazer e ao trabalho. Eticamente, vislumbram-se os sujeitos corporificados de direito enredados na arte de resolver – e salvar – a vida, cujo reconhecimento afirmativo do Outro, esse interlocutor válido e legítimo, se interpõe como atitude moral impositiva que visa à mitigação e/ou eliminação das persistentes opressões.
Autores principais:de Lima, Ivaldo
Assunto:Dossier Article
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo original
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE-IUL
Idioma:português
Origem:Cidades, Comunidades e Territórios
Descrição
Resumo:No artigo, abordamos o contexto atual da Cidade do Rio de Janeiro, marcado intensamente por uma sociabilidade violenta e letal. Acionamos uma triangulação analítica que inclui a situação de necropolítica e de brutalismo que caracteriza o urbicídio carioca; a condição existencial do territoriante em liminaridade que enfrenta a algoritmização da vida cotidiana; e o horizonte ético da justiça territorial que reacende a esperança de transformação do status quo. Essa triangulação nos leva à conclusão de que as injustiças territoriais agravadas pelo contexto de violência repercutem a ambiguidade da algoritmização do espaço urbano onde ocorrem, no decorrer do avanço do urbanismo plataformizado. Empiricamente, o uso de tecnologias de informação e comunicação, de que são exemplo os aplicativos Onde Tem Tiroteio e Fogo Cruzado, produz espaços liminares que definem a ação territorial de sujeitos sociais, em sua condição de territoriantes vinculados às redes digitalizadas. Por seu turno, estratégica e taticamente, a governança territorial e a governança informal, devidamente articuladas com a representação algorítmica da cidade, por meio de aplicativos de plataformas digitais, insinuam o desafio de superação do déficit ético rumo a uma cidadania urbana autônoma capaz de contribuir efetivamente para a garantia dos direitos humanos – direito à vida – e dos direitos urbanos, como os direitos à mobilidade, ao lazer e ao trabalho. Eticamente, vislumbram-se os sujeitos corporificados de direito enredados na arte de resolver – e salvar – a vida, cujo reconhecimento afirmativo do Outro, esse interlocutor válido e legítimo, se interpõe como atitude moral impositiva que visa à mitigação e/ou eliminação das persistentes opressões.