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A Cidade não Governada: Motivações Públicas e Governação Urbana

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Perante difíceis e difusas percepções da grande cidade, nos mais variados sectores da sociedade, tem-se tornado cada vez mais complexo exercício de uma gestão e regulação sustentáveis destes territ6rios urbanos. Porem, não se tem assistido na prática a grandes alterações nos sistemas político, institucional e administrativo. A "cidade real" prossegue o seu caminho de afastamento da "cidade legal". As mais recentes linhas de pensamento ao nível das políticas urbanas apontam-nos interessantes caminhos no sentido de uma governação urbana mais plural, eficiente e visionária, reconhecendo que e também na diversidade que a criatividade e as dinâmicas se desenvolvem. Se as instituições do Estado, nos seus diferentes níveis devem ter um papel charneira de catalisador de uma motivação cultural nesse sentido, os actuais enquadramentos executivo, político e normativo parecem ainda não perspectivar grandes entusiasmos. Mas perante as urgências de actuação, tensões e expectativas suceder-se-ão no cenário urbano de múltiplos actores e influencias. Por conseguinte, competira muito aos movimentos cívicos esse papel de consciencialização, por pressão política, de muitas dimensões "não visíveis" na cidade. Também aqui o reforço da identidade e das representações urbanas e essencial. É pela vertente cultural que se poderá preencher a "terra de ninguém" entre a imobilidade institucional e a desresponsabilidade social.
Autores principais:Seixas, João
Assunto:Article
Ano:2000
País:Portugal
Tipo de documento:artigo original
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:ISCTE-IUL
Idioma:português
Origem:Cidades, Comunidades e Territórios
Descrição
Resumo:Perante difíceis e difusas percepções da grande cidade, nos mais variados sectores da sociedade, tem-se tornado cada vez mais complexo exercício de uma gestão e regulação sustentáveis destes territ6rios urbanos. Porem, não se tem assistido na prática a grandes alterações nos sistemas político, institucional e administrativo. A "cidade real" prossegue o seu caminho de afastamento da "cidade legal". As mais recentes linhas de pensamento ao nível das políticas urbanas apontam-nos interessantes caminhos no sentido de uma governação urbana mais plural, eficiente e visionária, reconhecendo que e também na diversidade que a criatividade e as dinâmicas se desenvolvem. Se as instituições do Estado, nos seus diferentes níveis devem ter um papel charneira de catalisador de uma motivação cultural nesse sentido, os actuais enquadramentos executivo, político e normativo parecem ainda não perspectivar grandes entusiasmos. Mas perante as urgências de actuação, tensões e expectativas suceder-se-ão no cenário urbano de múltiplos actores e influencias. Por conseguinte, competira muito aos movimentos cívicos esse papel de consciencialização, por pressão política, de muitas dimensões "não visíveis" na cidade. Também aqui o reforço da identidade e das representações urbanas e essencial. É pela vertente cultural que se poderá preencher a "terra de ninguém" entre a imobilidade institucional e a desresponsabilidade social.