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Actores «Invisíveis» do Desenvolvimento em África: o kindoki na racionalização de comportamentos no meio rural de Cabinda (Angola)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:O desenvolvimento institucionalizado tem sido um fracasso em África. As causas desta situação são múltiplas e podem ser encontradas tanto no seio do complexo desen­volvimentista como no das populações-alvo das intervenções externamente induzidas. Proliferam os estudos sobre as adversidades do desenvolvimento no seio dos grupos-alvo dos projectos. Porém, estes estudos não têm conseguido elucidar adequadamente as carac­terísticas das paisagens organizacionais locais. O presente texto debruça-se sobre dinâ­micas sociais predominantes no espaço rural de Cabinda (Angola), que funcionam como instâncias de racionalização de comportamentos de diversos actores sociais. Mas têm sido ignoradas nos projectos de desenvolvimento localmente implementados. São dinâmicas sociais que contêm (e exprimem) tensões entre «tradição» e «modernidade», fornecendo elementos para uma melhor compreensão da complexidade dos processos de mudança so­cial externamente induzidos nestas sociedades.
Autores principais:Milando, João
Assunto:Prática social Crença Morte Cabinda Angola
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:unknown
Instituição associada:Centro de Estudos Internacionais do Instituto Universitário de Lisboa
Idioma:português
Origem:Cadernos de Estudos Africanos
Descrição
Resumo:O desenvolvimento institucionalizado tem sido um fracasso em África. As causas desta situação são múltiplas e podem ser encontradas tanto no seio do complexo desen­volvimentista como no das populações-alvo das intervenções externamente induzidas. Proliferam os estudos sobre as adversidades do desenvolvimento no seio dos grupos-alvo dos projectos. Porém, estes estudos não têm conseguido elucidar adequadamente as carac­terísticas das paisagens organizacionais locais. O presente texto debruça-se sobre dinâ­micas sociais predominantes no espaço rural de Cabinda (Angola), que funcionam como instâncias de racionalização de comportamentos de diversos actores sociais. Mas têm sido ignoradas nos projectos de desenvolvimento localmente implementados. São dinâmicas sociais que contêm (e exprimem) tensões entre «tradição» e «modernidade», fornecendo elementos para uma melhor compreensão da complexidade dos processos de mudança so­cial externamente induzidos nestas sociedades.