Publicação
SELAMENTO APICAL: CIMENTOS BIOCERÂMICOS VS CIMENTOS RESINOSOS
| Resumo: | A fase final de um tratamento endodôntico não cirúrgico, a obturação, é realizado através da associação de cones de gutta percha com um cimento endodôntico. Ainda é prática comum por parte dos médicos dentistas o uso de cimentos resinosos, enquanto uma nova família de cimentos com qualidades promissoras, os biocerâmicos, teve a sua aparição recentemente. A presente revisão sistemática integrativa tem por objetivo comparar as características e a eficácia no selamento apical de um cimento resinoso com diferentes cimentos biocerâmicos. Uma pesquisa eletrónica na base de dados científicos PubMed foi realizada usando as seguintes palavras-chave: “endodontics”, “apical sealing”, “bioceramics”, “resin cements”. 63 estudos foram obtidos, dos quais 13 foram considerados como relevantes para este estudo. O cimento resinoso AH Plus apresenta uma boa adesividade entre a parede dentinária e a gutta percha além duma baixa solubilidade, o que permite um selamento durável. É um material antibacteriano, mas tem dificuldade em selar as irregularidades, o que pode causar a falha da terapia endodôntica. Por outro lado, a hidrofilia e o pequeno tamanho das partículas (~ 2µm) dos biocerâmicos permitem melhorar a capacidade de selamento uma vez que permitem uma penetração profunda nos túbulos dentinários. São materiais antimicrobianos e biocompatíveis, o que facilita as relações com os tecidos dentários e reduz a ocorrência de inflamação pós-operatória. Os estudos utilizados forneceram dados fundamentais para perceber a superioridade dos cimentos biocerâmicos no selamento apical. No futuro, os biocerâmicos se tornarão cada vez mais importantes na rotina clínica tendo em conta os resultados que fornecem. |
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| Autores principais: | Morisset, Edgar Xavier |
| Assunto: | Endodontics Apical sealing Bioceramics Resin cements |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário |
| Idioma: | português |
| Origem: | Repositório CESPU |
| Resumo: | A fase final de um tratamento endodôntico não cirúrgico, a obturação, é realizado através da associação de cones de gutta percha com um cimento endodôntico. Ainda é prática comum por parte dos médicos dentistas o uso de cimentos resinosos, enquanto uma nova família de cimentos com qualidades promissoras, os biocerâmicos, teve a sua aparição recentemente. A presente revisão sistemática integrativa tem por objetivo comparar as características e a eficácia no selamento apical de um cimento resinoso com diferentes cimentos biocerâmicos. Uma pesquisa eletrónica na base de dados científicos PubMed foi realizada usando as seguintes palavras-chave: “endodontics”, “apical sealing”, “bioceramics”, “resin cements”. 63 estudos foram obtidos, dos quais 13 foram considerados como relevantes para este estudo. O cimento resinoso AH Plus apresenta uma boa adesividade entre a parede dentinária e a gutta percha além duma baixa solubilidade, o que permite um selamento durável. É um material antibacteriano, mas tem dificuldade em selar as irregularidades, o que pode causar a falha da terapia endodôntica. Por outro lado, a hidrofilia e o pequeno tamanho das partículas (~ 2µm) dos biocerâmicos permitem melhorar a capacidade de selamento uma vez que permitem uma penetração profunda nos túbulos dentinários. São materiais antimicrobianos e biocompatíveis, o que facilita as relações com os tecidos dentários e reduz a ocorrência de inflamação pós-operatória. Os estudos utilizados forneceram dados fundamentais para perceber a superioridade dos cimentos biocerâmicos no selamento apical. No futuro, os biocerâmicos se tornarão cada vez mais importantes na rotina clínica tendo em conta os resultados que fornecem. |
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