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Conhecimento dos Encarregados de Educação dos Alunos do 1º ciclo da região de Viseu perante um traumatismo dentário. Rural vs Urbano.

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Resumo:Os traumatismos dento-alveolares são muito frequentes em crianças e adolescentes, ocorrem geralmente em casa, na rua ou em ambiente escolar. Desta forma os encarregados de educação, os professores, os educadores, os auxiliares escolares e a população em geral são responsáveis por prestarem os primeiros socorros. Objetivo: Avaliar o nível de conhecimento dos encarregados de educação dos alunos do 1ºciclo da região de Viseu sobre a abordagem perante um traumatismo dentário na dentição permanente e compreender se o local onde habitam influencia esse mesmo conhecimento. Material e Métodos: Neste estudo descritivo foi realizado uma amostra de conveniência com 469 encarregados de educação de três agrupamentos escolares diferentes, num total de sete escolas envolvidas, na região de Viseu. Os encarregados de educação responderam a um questionário com perguntas pessoais sobre si e sobre a criança e também relativamente ao conhecimento/satisfação dos meios e atitudes perante um traumatismo dentário. Resultados: Os alunos tinham em média 8 anos de idade, sendo que 54,6% eram do sexo feminino. Cerca de 97 (20,7%) alunos sofreram um traumatismo, dos quais 54 (55,7%) eram do sexo masculino. Cerca de 72,1% dos encarregados de educação não achavam que o fragmento pudesse ser colado ao dente, 71,2% procuravam o dente avulsionado, e 54,2% transportavam o dente em meio seco (embrulhado num papel/gaze). Aproximadamente 55,7% dos inquiridos recorreriam ao Médico Dentista em menos de uma hora. Relativamente ao conhecimento sobre os traumatismos dentários, 40,3% responderam que nunca ouviram falar, 94,2% achavam importante um programa educativo sobre traumatismos dentários e 82,5% estariam disponíveis em participar numa sessão de esclarecimentos sobre o tema. Conclusão: O conhecimento e as condutas dos encarregados de educação sobre traumatismos dentários são insatisfatórios. Desta forma, é necessário e imperativo o desenvolvimento de campanhas educativas de prevenção pelos Médicos Dentistas portugueses.
Autores principais:Lourenço, Michelle dos Santos Costa
Assunto:Traumatismo dentário Crianças Fatores de risco Conhecimentos dos pais Epidemiologia Etiologia
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso a metadados
Instituição associada:Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório CESPU
Descrição
Resumo:Os traumatismos dento-alveolares são muito frequentes em crianças e adolescentes, ocorrem geralmente em casa, na rua ou em ambiente escolar. Desta forma os encarregados de educação, os professores, os educadores, os auxiliares escolares e a população em geral são responsáveis por prestarem os primeiros socorros. Objetivo: Avaliar o nível de conhecimento dos encarregados de educação dos alunos do 1ºciclo da região de Viseu sobre a abordagem perante um traumatismo dentário na dentição permanente e compreender se o local onde habitam influencia esse mesmo conhecimento. Material e Métodos: Neste estudo descritivo foi realizado uma amostra de conveniência com 469 encarregados de educação de três agrupamentos escolares diferentes, num total de sete escolas envolvidas, na região de Viseu. Os encarregados de educação responderam a um questionário com perguntas pessoais sobre si e sobre a criança e também relativamente ao conhecimento/satisfação dos meios e atitudes perante um traumatismo dentário. Resultados: Os alunos tinham em média 8 anos de idade, sendo que 54,6% eram do sexo feminino. Cerca de 97 (20,7%) alunos sofreram um traumatismo, dos quais 54 (55,7%) eram do sexo masculino. Cerca de 72,1% dos encarregados de educação não achavam que o fragmento pudesse ser colado ao dente, 71,2% procuravam o dente avulsionado, e 54,2% transportavam o dente em meio seco (embrulhado num papel/gaze). Aproximadamente 55,7% dos inquiridos recorreriam ao Médico Dentista em menos de uma hora. Relativamente ao conhecimento sobre os traumatismos dentários, 40,3% responderam que nunca ouviram falar, 94,2% achavam importante um programa educativo sobre traumatismos dentários e 82,5% estariam disponíveis em participar numa sessão de esclarecimentos sobre o tema. Conclusão: O conhecimento e as condutas dos encarregados de educação sobre traumatismos dentários são insatisfatórios. Desta forma, é necessário e imperativo o desenvolvimento de campanhas educativas de prevenção pelos Médicos Dentistas portugueses.