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Mucosite Oral Induzida por Quimioterapia e/ou Radioterapia

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Detalhes bibliográficos
Resumo:: A cavidade oral é uma das partes do corpo humano mais suscetível aos efeitos tóxicos diretos e indiretos da quimioterapia e/ou da radioterapia. Estas modalidades de tratamento apresentam falta de seletividade, atuando quer nas células tumorais, quer nas células normais com rápida multiplicação celular, como é o caso da mucosa oral. Quando afetada pela quimioterapia e/ou radioterapia, torna-se mais fina e atrofiada, dando origem à mucosite oral. Esta condição é o efeito adverso agudo mais comum e dos mais debilitantes para o paciente oncológico. Objetivos: Saber classificar e diagnosticar as lesões de mucosite oral; conhecer as principais medidas preventivas e terapêuticas da mucosite oral; evidenciar a importância do papel do médico dentista na abordagem multidisciplinar em pacientes oncológicos portadores de lesões de mucosite oral. Metodologia: Pesquisa bibliográfica de artigos científicos nas bases de dados The Cochrane Library e Pubmed-Medline. Foram selecionados 34 artigos. Estado Atual do Conhecimento: A mucosite oral é uma inflamação da mucosa oral induzida por quimioterapia e/ou radioterapia, ou seja, resulta da ação de agentes citostáticos e/ou da radiação ionizante. Tipicamente, é muito dolorosa, provoca uma série de efeitos adversos, que podem ser prejudiciais e debilitantes para o paciente. Apesar de existirem várias medidas preventivas e terapêuticas que podem reduzir a duração e a severidade desta condição, não existe nenhuma medida definitiva. Em casos mais severos, é necessário fazer uma redução ou interrupção do tratamento oncológico, acabando por comprometer o seu prognóstico e prejudicando a qualidade de vida do paciente. Considerações Finais: A mucosite oral é diagnosticada clinicamente através da anamnese e do exame clínico. É classificada, do ponto de vista clínico, através da escala do National Cancer Institute que engloba os sintomas do paciente, a capacidade de deglutir os alimentos e a necessidade de tratamento. A crioterapia, o laser de baixa intensidade e o fator de crescimento dos queratinócitos humanos-1 são os três métodos mais eficazes e, dos mais referidos para a prevenção e para o tratamento da mucosite oral. O envolvimento de um médico dentista é fundamental para a prevenção, para o diagnóstico precoce e para o tratamento das manifestações orais.
Autores principais:Abreu, Catarina Costa
Assunto:Mucosite Oral Quimioterapia Radioterapia
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório CESPU
Descrição
Resumo:: A cavidade oral é uma das partes do corpo humano mais suscetível aos efeitos tóxicos diretos e indiretos da quimioterapia e/ou da radioterapia. Estas modalidades de tratamento apresentam falta de seletividade, atuando quer nas células tumorais, quer nas células normais com rápida multiplicação celular, como é o caso da mucosa oral. Quando afetada pela quimioterapia e/ou radioterapia, torna-se mais fina e atrofiada, dando origem à mucosite oral. Esta condição é o efeito adverso agudo mais comum e dos mais debilitantes para o paciente oncológico. Objetivos: Saber classificar e diagnosticar as lesões de mucosite oral; conhecer as principais medidas preventivas e terapêuticas da mucosite oral; evidenciar a importância do papel do médico dentista na abordagem multidisciplinar em pacientes oncológicos portadores de lesões de mucosite oral. Metodologia: Pesquisa bibliográfica de artigos científicos nas bases de dados The Cochrane Library e Pubmed-Medline. Foram selecionados 34 artigos. Estado Atual do Conhecimento: A mucosite oral é uma inflamação da mucosa oral induzida por quimioterapia e/ou radioterapia, ou seja, resulta da ação de agentes citostáticos e/ou da radiação ionizante. Tipicamente, é muito dolorosa, provoca uma série de efeitos adversos, que podem ser prejudiciais e debilitantes para o paciente. Apesar de existirem várias medidas preventivas e terapêuticas que podem reduzir a duração e a severidade desta condição, não existe nenhuma medida definitiva. Em casos mais severos, é necessário fazer uma redução ou interrupção do tratamento oncológico, acabando por comprometer o seu prognóstico e prejudicando a qualidade de vida do paciente. Considerações Finais: A mucosite oral é diagnosticada clinicamente através da anamnese e do exame clínico. É classificada, do ponto de vista clínico, através da escala do National Cancer Institute que engloba os sintomas do paciente, a capacidade de deglutir os alimentos e a necessidade de tratamento. A crioterapia, o laser de baixa intensidade e o fator de crescimento dos queratinócitos humanos-1 são os três métodos mais eficazes e, dos mais referidos para a prevenção e para o tratamento da mucosite oral. O envolvimento de um médico dentista é fundamental para a prevenção, para o diagnóstico precoce e para o tratamento das manifestações orais.