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Caraterização da experiência de dor de doentes seguidos na Unidade de Dor Crónica do Centro Hospitalar do Porto (CHP) quanto à intensidade, variáveis psico-emocionais, funcionamento neurocognitivo, qualidade de sono e perceção de qualidade de vida

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A dor crónica afeta atualmente mais de 30% da população portuguesa. Com gastos elevados para a saúde pública e intervenções terapêuticas consideradas pouco eficazes pelos doentes, a dor é uma prioridade do Plano Nacional da Saúde. Existe uma elevada comorbilidade entre dor crónica e perturbações de foro psico-emocional e psiquiátrico. Este estudo teve como objetivo caracterizar os níveis de dor, ansiedade, depressão, alexitimia, funcionamento cognitivo, qualidade de sono e qualidade de vida dos utentes da consulta da unidade da dor do Centro Hospitalar do Porto (CHP). Materiais e métodos: Foram avaliados 65 utentes da consulta externa da Dor do Centro Hospitalar do Porto, de ambos os sexos (74,4% do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 23 e os 90 anos (M=59,17 anos). A todos os participantes foram aplicados os seguintes instrumentos: Escala de Alexitimia de Toronto (TAS 20), Avaliação Cognitiva Montreal (MOCA), Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (IQSP) e Instrumento abreviado da Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL Breef). Resultados e Discussão: Os resultados obtidos mostram que os níveis médios de depressão e ansiedade da amostra são clinicamente significativos. Mais de metade da amostra de doentes recorre a farmacologia indutora de sono. Verificamos que o tipo de rendimento económico, o tipo de atividade e situação profissional, bem como o diagnóstico clínico apresentado interferem também significativamente nas variáveis intensidade da dor, alexitimia, qualidade do sono, ansiedade, depressão e distress emocional. Doentes com fibromialgia evidenciam níveis significativamente mais elevados de alexitimia, ansiedade e depressão do que doentes com dor oncológica. um papel importante na regulação da dor crónica.
Autores principais:Aroso, Joana Mendes Moreira
Assunto:Ansiedade Depressão Alexitimia Dor crónica Distress emocional Avaliação da dor
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso a metadados
Instituição associada:Cooperativa de Ensino Superior Politécnico e Universitário
Idioma:português
Origem:Repositório CESPU
Descrição
Resumo:A dor crónica afeta atualmente mais de 30% da população portuguesa. Com gastos elevados para a saúde pública e intervenções terapêuticas consideradas pouco eficazes pelos doentes, a dor é uma prioridade do Plano Nacional da Saúde. Existe uma elevada comorbilidade entre dor crónica e perturbações de foro psico-emocional e psiquiátrico. Este estudo teve como objetivo caracterizar os níveis de dor, ansiedade, depressão, alexitimia, funcionamento cognitivo, qualidade de sono e qualidade de vida dos utentes da consulta da unidade da dor do Centro Hospitalar do Porto (CHP). Materiais e métodos: Foram avaliados 65 utentes da consulta externa da Dor do Centro Hospitalar do Porto, de ambos os sexos (74,4% do sexo feminino), com idades compreendidas entre os 23 e os 90 anos (M=59,17 anos). A todos os participantes foram aplicados os seguintes instrumentos: Escala de Alexitimia de Toronto (TAS 20), Avaliação Cognitiva Montreal (MOCA), Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão (HADS), Índice de Qualidade de Sono de Pittsburgh (IQSP) e Instrumento abreviado da Avaliação da Qualidade de Vida da Organização Mundial de Saúde (WHOQOL Breef). Resultados e Discussão: Os resultados obtidos mostram que os níveis médios de depressão e ansiedade da amostra são clinicamente significativos. Mais de metade da amostra de doentes recorre a farmacologia indutora de sono. Verificamos que o tipo de rendimento económico, o tipo de atividade e situação profissional, bem como o diagnóstico clínico apresentado interferem também significativamente nas variáveis intensidade da dor, alexitimia, qualidade do sono, ansiedade, depressão e distress emocional. Doentes com fibromialgia evidenciam níveis significativamente mais elevados de alexitimia, ansiedade e depressão do que doentes com dor oncológica. um papel importante na regulação da dor crónica.