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Vozes de mulheres em diáspora: hip hop, spoken word, Islão e web 2.0

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este trabalho foca-se na produção artística de quatro artistas muçulmanas em diáspora – Poetic Pilgrimage, Alia Sharrief, Hanouneh e Alia Gabres – nos géneros hip hop e spoken word, com vista a analisar se as suas práticas culturais podem ser consideradas formas de ativismo político, cívico e social, com o potencial de alargar ou criar esferas públicas alternativas (Fraser, 1990). Articula uma forma de produção musical frequentemente associada ao Islão – o hip hop (Alim, 2005; Miah & Kalra, 2008) –, com uma prática artística de escrita e recitação de poesia, o spoken word, produzidas por mulheres muçulmanas em diáspora, migrantes ou descendentes de migrantes, de diversas proveniências e origens, com diferentes histórias de entrada no Islão, focando a sua agência na sua auto-representação, através tanto da sua produção artística, como da sua presença online (NTI e web 2.0). A diversidade das produtoras culturais e das suas formas de expressão visa ser demonstrativa da diversidade existente no Islão e anular estereótipos orientalistas (Saïd, 1979) que se lhes queiram impor.
Autores principais:Araújo, Cláudia
Assunto:Artigos Temáticos
Ano:2019
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Idioma:português
Origem:Comunicação e Sociedade
Descrição
Resumo:Este trabalho foca-se na produção artística de quatro artistas muçulmanas em diáspora – Poetic Pilgrimage, Alia Sharrief, Hanouneh e Alia Gabres – nos géneros hip hop e spoken word, com vista a analisar se as suas práticas culturais podem ser consideradas formas de ativismo político, cívico e social, com o potencial de alargar ou criar esferas públicas alternativas (Fraser, 1990). Articula uma forma de produção musical frequentemente associada ao Islão – o hip hop (Alim, 2005; Miah & Kalra, 2008) –, com uma prática artística de escrita e recitação de poesia, o spoken word, produzidas por mulheres muçulmanas em diáspora, migrantes ou descendentes de migrantes, de diversas proveniências e origens, com diferentes histórias de entrada no Islão, focando a sua agência na sua auto-representação, através tanto da sua produção artística, como da sua presença online (NTI e web 2.0). A diversidade das produtoras culturais e das suas formas de expressão visa ser demonstrativa da diversidade existente no Islão e anular estereótipos orientalistas (Saïd, 1979) que se lhes queiram impor.