Publicação
Imaginação e Imaginário - um jogo actual entre a vertigem, a neutralização e as idealidades
| Resumo: | Neste artigo, analisam-se as tensões entre a imagem e a imaginação no quadro da contemporaneidade instantanista e global. 0 processo descrito põe em evidência a celeridade dos fluxos e a dificuldade de produzir discursos que os explicassem. Neste quadro, propõe-se para o imaginário um papel de interface que permitisse equilibrar a disjunção entre verdade e sentido que, para F. Gil, constitui o par essencial de metáforas da modernidade: «entre a eficácia dos formalismos produtores de conhecimento, que são o traço distintivo da modernidade, e a intimidade das pertenças naturais: a uma língua, a uma comunidade, a uma experiência transmitida».Nesta linha de ideias, o artigo persegue a ideia segundo a qual o conhecimento e os produtos e práticas tecnológicos a ele associados determinam, hoje em dia, homogeneidades que estão a desequilibrar as chamadas «pertensças naturais», ou, por outras palavras, dir-se-ia que a imagem omnipolitana está cada vez mais a pressionar o nível da imaginação gregária, moderna e tradicional. Neste abismo global, dominado progressivamente pela «metacidade teleóptica», como diria Virilio, o papel do imaginário continua a ser o de uma inteligibilidade, embora cada vez mais centrada na vertigem e no risco das expectativas e idealidades (que não reconstituem em plena a ser-dito do mundo e o seu jogo de pressões desiguais) do que na produção de discursos propriamente dita. |
|---|---|
| Autores principais: | Carmelo, Luís |
| Assunto: | Comunicação e imaginário |
| Ano: | 2002 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | artigo |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade |
| Idioma: | português |
| Origem: | Comunicação e Sociedade |
| Resumo: | Neste artigo, analisam-se as tensões entre a imagem e a imaginação no quadro da contemporaneidade instantanista e global. 0 processo descrito põe em evidência a celeridade dos fluxos e a dificuldade de produzir discursos que os explicassem. Neste quadro, propõe-se para o imaginário um papel de interface que permitisse equilibrar a disjunção entre verdade e sentido que, para F. Gil, constitui o par essencial de metáforas da modernidade: «entre a eficácia dos formalismos produtores de conhecimento, que são o traço distintivo da modernidade, e a intimidade das pertenças naturais: a uma língua, a uma comunidade, a uma experiência transmitida».Nesta linha de ideias, o artigo persegue a ideia segundo a qual o conhecimento e os produtos e práticas tecnológicos a ele associados determinam, hoje em dia, homogeneidades que estão a desequilibrar as chamadas «pertensças naturais», ou, por outras palavras, dir-se-ia que a imagem omnipolitana está cada vez mais a pressionar o nível da imaginação gregária, moderna e tradicional. Neste abismo global, dominado progressivamente pela «metacidade teleóptica», como diria Virilio, o papel do imaginário continua a ser o de uma inteligibilidade, embora cada vez mais centrada na vertigem e no risco das expectativas e idealidades (que não reconstituem em plena a ser-dito do mundo e o seu jogo de pressões desiguais) do que na produção de discursos propriamente dita. |
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