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O que pedem as palavras?

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Resumo:«O que pedem as palavras» reflecte sobre a relação entre imagens e palavras, não sob o ponto de vista do seu antagonismo, mas no modo como ambas se requerem e iluminam mutuamente. Até à invenção dos mass media, o Ocidente viveu imerso numa cultura logocêntrica, por via tanto da tradição grega como da judaico-cristã. Esse logocentrismo erigiu-se em torno da cisão aparência/realidade, ilusório/verdadeiro, patente no pensamento ocidental de Parménides a Heidegger, e que só o pragmatismo, em finais do século XIX, tentaria dissolver. A reconciliação que aqui se explora abordará sobretudo dois aspectos: que imagens sem palavras são mudas, e que a palavra – por via da metáfora e do índice – não dispensa a imagem que a ilumine.
Autores principais:Gradim, Anabela
Assunto:Na era da imagem, a palavra, sempre
Ano:2007
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade
Idioma:português
Origem:Comunicação e Sociedade
Descrição
Resumo:«O que pedem as palavras» reflecte sobre a relação entre imagens e palavras, não sob o ponto de vista do seu antagonismo, mas no modo como ambas se requerem e iluminam mutuamente. Até à invenção dos mass media, o Ocidente viveu imerso numa cultura logocêntrica, por via tanto da tradição grega como da judaico-cristã. Esse logocentrismo erigiu-se em torno da cisão aparência/realidade, ilusório/verdadeiro, patente no pensamento ocidental de Parménides a Heidegger, e que só o pragmatismo, em finais do século XIX, tentaria dissolver. A reconciliação que aqui se explora abordará sobretudo dois aspectos: que imagens sem palavras são mudas, e que a palavra – por via da metáfora e do índice – não dispensa a imagem que a ilumine.