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Tecnologias caracol e culturas na era da mobilidade: comunicação móvel e identidades no tempo/espaço Shuar
| Summary: | Na antologia móvel e na cosmovisão Shuar dinâmica, cíclica e unidimensional, o tempo transcorre e, com ele, simultaneamente, o espaço. Autores como Ling e Haddon enfatizaram a influência dos telemóveis nos modelos de deslocação e destacaram a “liberdade de contato” que nos oferecem, dada a sua natureza nómada, permitindo libertar-nos do contexto espacial e transladar-nos para o espaço de fluxos comunicativos, onde apenas se mantém o tempo, ou onde, como diria um Shuar, o espaço transcorre em simultâneo com o tempo. Se os aparelhos móveis nos instigam a uma vida nómada, convertendo-nos em caracóis (Fortunati, 2005) que carregam na carapaça toda uma rede de relações, uma análise aos usos dos telefones móveis – desse ponto de vista – e em relação a um povo de tradição nómada como os Shuar, revela-se extremamente pertinente. A metáfora do caracol, que gira em constante espiral e que os Shuar empregam para descrever a sua cosmovisão e o modo como concebem a natureza, recorda a atual tecnologia móvel que todos “carregamos em cima”. O objetivo deste texto consiste, assim, em relacionar as cosmovisões da era móvel com a indígena Shuar, de forma a analisar as similitudes e diferenças na conceção espaciotemporal, assim como as suas repercussões identitárias |
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| Main Authors: | Agra, Saleta de Salvador |
| Other Authors: | Suárez, Yolanda Martínez |
| Subject: | Mobilidades, Culturas e Universos Tecnológicos |
| Year: | 2015 |
| Country: | Portugal |
| Document type: | article |
| Access type: | open access |
| Associated institution: | Centro de Estudos de Comunicação e Sociedade |
| Language: | Portuguese |
| Origin: | Comunicação e Sociedade |
| Summary: | Na antologia móvel e na cosmovisão Shuar dinâmica, cíclica e unidimensional, o tempo transcorre e, com ele, simultaneamente, o espaço. Autores como Ling e Haddon enfatizaram a influência dos telemóveis nos modelos de deslocação e destacaram a “liberdade de contato” que nos oferecem, dada a sua natureza nómada, permitindo libertar-nos do contexto espacial e transladar-nos para o espaço de fluxos comunicativos, onde apenas se mantém o tempo, ou onde, como diria um Shuar, o espaço transcorre em simultâneo com o tempo. Se os aparelhos móveis nos instigam a uma vida nómada, convertendo-nos em caracóis (Fortunati, 2005) que carregam na carapaça toda uma rede de relações, uma análise aos usos dos telefones móveis – desse ponto de vista – e em relação a um povo de tradição nómada como os Shuar, revela-se extremamente pertinente. A metáfora do caracol, que gira em constante espiral e que os Shuar empregam para descrever a sua cosmovisão e o modo como concebem a natureza, recorda a atual tecnologia móvel que todos “carregamos em cima”. O objetivo deste texto consiste, assim, em relacionar as cosmovisões da era móvel com a indígena Shuar, de forma a analisar as similitudes e diferenças na conceção espaciotemporal, assim como as suas repercussões identitárias |
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