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Entre monstros e super-heróis: retratos dos principais atores da crise política de 2016 nas capas de revistas brasileiras

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Este artigo procura analisar como as capas das principais news magazines brasileiras representaram de maneira polarizada e caricata os personagens da crise política brasileira em 2016. Para realizar essas análises utilizámos um método de base semiótica e recorremos a teóricos da Sociologia da Comunicação e da Ciência Política. Entre as capas publicadas em 2016, selecionámos aquelas em que se evidencia a caracterização de personagens políticos relevantes como monstros e/ou heróis, procurando compreender como os meios de comunicação de massas, mais especificamente as new magazines, optaram por esse discurso polarizado. Uma das nossas hipóteses é de que, a partir de arquétipos que fazem parte do repertório dos leitores, tais representações simplificam a complexa crise política brasileira numa tentativa de conquistar a atenção dos mesmos. Outra hipótese é de que a utilização de tais imagens arquetípicas tem como objetivo direcionar a produção de sentido de acordo com o enquadramento do acontecimento determinado pelo posicionamento político das revistas.
Autores principais:Mendes, André Melo
Outros Autores:Vianna, Graziela Mello
Assunto:news magazines mass media Brazilian political crisis acontecimento crise política brasileira news magazines
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Instituto Politécnico de Lisboa
Idioma:português
Origem:Comunicação Pública
Descrição
Resumo:Este artigo procura analisar como as capas das principais news magazines brasileiras representaram de maneira polarizada e caricata os personagens da crise política brasileira em 2016. Para realizar essas análises utilizámos um método de base semiótica e recorremos a teóricos da Sociologia da Comunicação e da Ciência Política. Entre as capas publicadas em 2016, selecionámos aquelas em que se evidencia a caracterização de personagens políticos relevantes como monstros e/ou heróis, procurando compreender como os meios de comunicação de massas, mais especificamente as new magazines, optaram por esse discurso polarizado. Uma das nossas hipóteses é de que, a partir de arquétipos que fazem parte do repertório dos leitores, tais representações simplificam a complexa crise política brasileira numa tentativa de conquistar a atenção dos mesmos. Outra hipótese é de que a utilização de tais imagens arquetípicas tem como objetivo direcionar a produção de sentido de acordo com o enquadramento do acontecimento determinado pelo posicionamento político das revistas.