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A Gestão dos Arquivos Privados de Arquitetura e Urbanismo: Da Organização à Difusão da Informação. Entre os Problemas e Desafios no Presente, e as Oportunidades do Futuro

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Resumo:Os arquivos privados de arquitetos e urbanistas colocam inúmeros problemas aos serviços de informação – arquivos, bibliotecas, museus, faculdades de arquitetura e urbanismo, etc. – onde se encontram ou àqueles que se preparam para os receber, com consequências profundas ao mnível da sua organização, conservação, acesso e difusão. Das exigências técnicas, indispensáveis para a sua compreensão, à multiplicidade tipológica, diversidade de suportes, formas e  imensões, volume, preservação, conservação, natureza digital e aspetos legais, a que se junta à ausência de diálogo, trabalho colaborativo e partilha de recursos e competências entre as instituições, públicas e privadas, que possuem arquivos pessoais de arquitetos e urbanistas, muitos são os problemas e desafios que é urgente resolver no âmbito destes arquivos, apresentando soluções para os mesmos, transformando-os em oportunidades, para que possam ser disponibilizados à sociedade e às gerações futuras, permitindo a sua compreensão, fruição e valorização.Mais do que um garante e direito democrático fundamental dos cidadãos, o acesso à informação, em geral, e da constante nos documentos de arquitetura e urbanismo, em particular, é uma exigência ética do processo civilizacional, possibilitando o conhecimento da produção do património edificado, mas também o não construído, e da cultura arquitetónica. Este objetivo, de documentar a arquitetura e o urbanismo, as suas atividades e agentes, tem um poderoso aliado nas novas tecnologias da informação e comunicação, em que a Internet possibilita a consulta remota da informação e a obtenção de cópias digitais, com ganhos indiscutíveis no que respeita à sua conservação e difusão. No mesmo sentido, é crucial o permanente debate e trabalho colaborativo, e transdisciplinar, entre instituições que têm arquivos de arquitetura e urbanismo à sua responsabilidade e os profissionais da informação, os arquitetos e investigadores de arquitetura, porque todos são parte integrante da mesma realidade em que os documentos de arquitetura são decisivos para o conhecimento, a construção de memória coletiva, a produção cultural e a proteção dos direitos dos cidadãos e das suas organizações.
Autores principais:Batista, Paulo
Assunto:Arquivos privados de arquitetos e urbanistas gestão da informação Problemas Desafios Oportunidades
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Instituição associada:Instituto Politécnico do Porto
Idioma:português
Origem:Encontros da Licenciatura em Ciências e Tecnologias da Documentação e Informação
Descrição
Resumo:Os arquivos privados de arquitetos e urbanistas colocam inúmeros problemas aos serviços de informação – arquivos, bibliotecas, museus, faculdades de arquitetura e urbanismo, etc. – onde se encontram ou àqueles que se preparam para os receber, com consequências profundas ao mnível da sua organização, conservação, acesso e difusão. Das exigências técnicas, indispensáveis para a sua compreensão, à multiplicidade tipológica, diversidade de suportes, formas e  imensões, volume, preservação, conservação, natureza digital e aspetos legais, a que se junta à ausência de diálogo, trabalho colaborativo e partilha de recursos e competências entre as instituições, públicas e privadas, que possuem arquivos pessoais de arquitetos e urbanistas, muitos são os problemas e desafios que é urgente resolver no âmbito destes arquivos, apresentando soluções para os mesmos, transformando-os em oportunidades, para que possam ser disponibilizados à sociedade e às gerações futuras, permitindo a sua compreensão, fruição e valorização.Mais do que um garante e direito democrático fundamental dos cidadãos, o acesso à informação, em geral, e da constante nos documentos de arquitetura e urbanismo, em particular, é uma exigência ética do processo civilizacional, possibilitando o conhecimento da produção do património edificado, mas também o não construído, e da cultura arquitetónica. Este objetivo, de documentar a arquitetura e o urbanismo, as suas atividades e agentes, tem um poderoso aliado nas novas tecnologias da informação e comunicação, em que a Internet possibilita a consulta remota da informação e a obtenção de cópias digitais, com ganhos indiscutíveis no que respeita à sua conservação e difusão. No mesmo sentido, é crucial o permanente debate e trabalho colaborativo, e transdisciplinar, entre instituições que têm arquivos de arquitetura e urbanismo à sua responsabilidade e os profissionais da informação, os arquitetos e investigadores de arquitetura, porque todos são parte integrante da mesma realidade em que os documentos de arquitetura são decisivos para o conhecimento, a construção de memória coletiva, a produção cultural e a proteção dos direitos dos cidadãos e das suas organizações.