Publicação
Utopia e viagem iniciática em Le Chercheur d’or de Jean-Marie Gustave Le Clézio
| Resumo: | Considerando que a utopia muda a ordem vigente e é arma da crítica (Ricoeur, 1991), a nossa reflexão incidirá na leitura do romance Le Chercheur d’or de Le Clézio que explora a hipótese de um mundo alternativo. Na reescrita do Génesis, Le Clézio encena a infância como o Éden de um espaço de liberdade e de felicidade, inscrito na nostalgia das origens. O narrador constrói a relação de fraternidade com o Outro, rompendo com os preconceitos coloniais de uma sociedade distópica que sucumbe ao lucro, à guerra e ao esquecimento. Para resgatar o tempo da pureza, o narrador realiza uma viagem iniciática à ilha de Rodrigues, em busca do tesouro do corsário desconhecido, onde se despoja do materialismo e instaura um diálogo com a descendente dos escra vos rebeldes. O romance dá voz aos espoliados que desconstroem o valor do ouro e ensinam ao narrador os fundamentos do amor, da harmonia primordial e do autoco nhecimento, privilegiando a fusão de culturas, a comunhão com a natureza e a vida simples. O texto de Le Clézio renova o género utópico ao concretizar o sonho do mul ticulturalismo, dado que uma sociedade sem utopia estaria morta, porque não assenta num projecto prospectivo (Ricoeur, 1991). |
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| Autores principais: | Martins, Celina |
| Assunto: | Utopia Viagem Iniciação Reescrita Sonho Multiculturalismo Le Chercheur d’or Jean-Marie Gustave Le Clézio Utopy Journey Initiation Rewriting Dream Multiculturalism . Faculdade de Artes e Humanidades |
| Ano: | 2021 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | capítulo de livro |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Universidade da Madeira |
| Idioma: | português |
| Origem: | DigitUMa - Repositório da Universidade da Madeira |
| Resumo: | Considerando que a utopia muda a ordem vigente e é arma da crítica (Ricoeur, 1991), a nossa reflexão incidirá na leitura do romance Le Chercheur d’or de Le Clézio que explora a hipótese de um mundo alternativo. Na reescrita do Génesis, Le Clézio encena a infância como o Éden de um espaço de liberdade e de felicidade, inscrito na nostalgia das origens. O narrador constrói a relação de fraternidade com o Outro, rompendo com os preconceitos coloniais de uma sociedade distópica que sucumbe ao lucro, à guerra e ao esquecimento. Para resgatar o tempo da pureza, o narrador realiza uma viagem iniciática à ilha de Rodrigues, em busca do tesouro do corsário desconhecido, onde se despoja do materialismo e instaura um diálogo com a descendente dos escra vos rebeldes. O romance dá voz aos espoliados que desconstroem o valor do ouro e ensinam ao narrador os fundamentos do amor, da harmonia primordial e do autoco nhecimento, privilegiando a fusão de culturas, a comunhão com a natureza e a vida simples. O texto de Le Clézio renova o género utópico ao concretizar o sonho do mul ticulturalismo, dado que uma sociedade sem utopia estaria morta, porque não assenta num projecto prospectivo (Ricoeur, 1991). |
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