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A ironia e a distopia em O Cão e os Caluandas, de Pepetela e O Último Voo do Flamingo, de Mia Couto

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A literatura tem vindo a assumir o papel de consciencialização e (re)construção nacional, explorando a busca da unificação e afirmação das identidades de países outrora colónias portuguesas, tanto no período colonial, como no pós-revolução. Como mecanismo de desconstrução, a ironia atravessa o discurso histórico-cultural e literário nos romances O Cão e os Caluandas (1985), de Pepetela e O Último Voo do Flamingo (2000), de Mia Couto. Estas obras repensam a complexidade da realidade pós-colonial em Angola e Moçambique sob o signo da distopia. Ao refletir sobre os não-ditos da História oficial, Pepetela e Mia Couto alegorizam a desconstrução do herói e a descrença das utopias fracassadas através da poética do desencanto subversivo.
Autores principais:Castro, Fernanda de
Assunto:Ironia Utopia Distopia Herói Neocolonialismo Irony Dystopia Dystopia Neocolonialism . Faculdade de Artes e Humanidades
Ano:2012
País:Portugal
Tipo de documento:artigo
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade da Madeira
Idioma:português
Origem:DigitUMa - Repositório da Universidade da Madeira
Descrição
Resumo:A literatura tem vindo a assumir o papel de consciencialização e (re)construção nacional, explorando a busca da unificação e afirmação das identidades de países outrora colónias portuguesas, tanto no período colonial, como no pós-revolução. Como mecanismo de desconstrução, a ironia atravessa o discurso histórico-cultural e literário nos romances O Cão e os Caluandas (1985), de Pepetela e O Último Voo do Flamingo (2000), de Mia Couto. Estas obras repensam a complexidade da realidade pós-colonial em Angola e Moçambique sob o signo da distopia. Ao refletir sobre os não-ditos da História oficial, Pepetela e Mia Couto alegorizam a desconstrução do herói e a descrença das utopias fracassadas através da poética do desencanto subversivo.