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De Hintze a Afonso Costa: o fenómeno (anti)clerical na imprensa madeirense (1901-1910)

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Os fenómenos de oposição e de defesa do cosmo clerical são testemunhos do percurso que o respeito pela alteridade teve que galgar ao longo da História. Acreditar que os registos desses comportamentos estão confinados ao passado é desconsiderar a incrível atualidade que as doutrinas de ódio, promovidas tanto pelo campo secular como pelo confessional, têm no globo. Através da análise textual a quatro periódicos madeirenses da primeira década do séc. XX, num intervalo temporal que vai desde a publicação do decreto de legalização das congregações através do modelo associativo, em 1901, ao crepúsculo da monarquia perante a república e a separação, em 1910, identificámos e segmentámos um vasto material, presente em centenas de edições analisadas, que configuram uma parte do corpus temático dessas duas correntes antinómicas, o clericalismo e o anticlericalismo, na Madeira. A religião que é capaz de mobilizar tanta fé como estigmas, molda as identidades individuais e coletivas de uma nação. Os ambientes que não estão providos de uma política religiosa plural e inclusiva, acabam por se contrair e perder a promoção de debates que irão conduzir a um cosmo de liberdade religiosa.
Autores principais:Silva, Luís Eduardo Nicolau Marques da
Assunto:Anticlericalismo Clericalismo Imprensa Secularização Igreja Madeira (Portugal) Anti-clericalism Clericalism Press Secularism Church Estudos Regionais e Locais . Faculdade de Artes e Humanidades
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Universidade da Madeira
Idioma:português
Origem:DigitUMa - Repositório da Universidade da Madeira
Descrição
Resumo:Os fenómenos de oposição e de defesa do cosmo clerical são testemunhos do percurso que o respeito pela alteridade teve que galgar ao longo da História. Acreditar que os registos desses comportamentos estão confinados ao passado é desconsiderar a incrível atualidade que as doutrinas de ódio, promovidas tanto pelo campo secular como pelo confessional, têm no globo. Através da análise textual a quatro periódicos madeirenses da primeira década do séc. XX, num intervalo temporal que vai desde a publicação do decreto de legalização das congregações através do modelo associativo, em 1901, ao crepúsculo da monarquia perante a república e a separação, em 1910, identificámos e segmentámos um vasto material, presente em centenas de edições analisadas, que configuram uma parte do corpus temático dessas duas correntes antinómicas, o clericalismo e o anticlericalismo, na Madeira. A religião que é capaz de mobilizar tanta fé como estigmas, molda as identidades individuais e coletivas de uma nação. Os ambientes que não estão providos de uma política religiosa plural e inclusiva, acabam por se contrair e perder a promoção de debates que irão conduzir a um cosmo de liberdade religiosa.