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O soft power cinematográfico e o colonialismo em Lagaan, Princesa Mononoke e Avatar

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Summary:: A arte como expressão da alma humana possui o poder da leveza e da beleza, denuncia, torna visível, esclarece e convence. Nesse caminho, o cinema representa uma "arma" no arsenal contra o colonialismo em contextos pós-coloniais em que as territorialidades estão em disputas de forma multidimensional, seja na cultura, nos bens minerais, nos recursos naturais, fauna e flora. “Arma” essa que se adequa ao conceito de Soft Power de Joseph Nye (2004a). Nesse sentido, o presente trabalho, objetiva apontar algumas intersecções entre a arte do cinema, aspetos das relações entre povos colonizadores, colonizados e as subsequentes teorias pós-coloniais delas decorrentes. A partir daí, analisam-se os roteiros de três filmes identificados com a temática do colonialismo, quais sejam o indiano Lagaan (Gowariker, 2001), o japonês Princesa Mononoke (Miyazaki, 1997) e o estadunidense Avatar (Cameron, 2009). Como conclusão, entre outras, evidencia-se que as obras cinematográficas auxiliam nas discussões e visão crítica a respeito de temáticas sensíveis como colonialismo em contextos pós-coloniais.
Main Authors:Navarro, Cristiano André Hoppe
Other Authors:Maia, Hélio José Santos
Subject:Colonialismo Pós-colonialismo Soft power Cinema Lagaan Princesa Mononoke Avatar Colonialism Post-colonialism . Faculdade de Artes e Humanidades
Year:2020
Country:Portugal
Document type:article
Access type:open access
Associated institution:Universidade da Madeira
Language:Portuguese
Origin:DigitUMa - Repositório da Universidade da Madeira
Description
Summary:: A arte como expressão da alma humana possui o poder da leveza e da beleza, denuncia, torna visível, esclarece e convence. Nesse caminho, o cinema representa uma "arma" no arsenal contra o colonialismo em contextos pós-coloniais em que as territorialidades estão em disputas de forma multidimensional, seja na cultura, nos bens minerais, nos recursos naturais, fauna e flora. “Arma” essa que se adequa ao conceito de Soft Power de Joseph Nye (2004a). Nesse sentido, o presente trabalho, objetiva apontar algumas intersecções entre a arte do cinema, aspetos das relações entre povos colonizadores, colonizados e as subsequentes teorias pós-coloniais delas decorrentes. A partir daí, analisam-se os roteiros de três filmes identificados com a temática do colonialismo, quais sejam o indiano Lagaan (Gowariker, 2001), o japonês Princesa Mononoke (Miyazaki, 1997) e o estadunidense Avatar (Cameron, 2009). Como conclusão, entre outras, evidencia-se que as obras cinematográficas auxiliam nas discussões e visão crítica a respeito de temáticas sensíveis como colonialismo em contextos pós-coloniais.