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Efeito citotóxico de duas resinas utilizadas em prótese removível : ProBase® Hot VS ProBase® Cold : um estudo in vitro

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Introdução: As resinas de polimetilmetacrilato são materiais essenciais no campo da Reabilitação Oral. No entanto, o seu uso tem sido posto em causa, uma vez que podem originar reações adversas nos tecidos adjacentes. Trabalhos anteriores mostraram que as resinas autopolimerizáveis libertam maiores quantidades de monómeros residuais, quando comparadas com as termopolimerizáveis. Assim, torna-se importante perceber se os métodos de polimerização têm influência na citotoxicidade desses materiais. Objetivos: Avaliar, in vitro, o nível de citotoxicidade das resinas ProBase® Hot e ProBase® Cold em fibroblastos 3T3, com a hipótese de que existem diferenças entre as resinas acrílicas ProBase®, no que diz respeito à sua citotoxicidade. Materiais e Métodos: Os espécimes foram preparados de acordo com as instruções do fabricante. Em seguida, 4 discos (5mm x 2mm) foram incubados por 30 minutos, 24 horas, 7 dias, 14 dias e 1 mês em 7mL de meio de cultura. Diluições em série dos extratos de resina previamente incubados foram colocados em contacto com 4x103 e 2x104 fibroblastos de murganho 3T3, plaqueados no dia anterior numa placa de 96 poços. Após 24 horas de exposição, a viabilidade celular foi avaliada através dos ensaios do Cristal Violeta e do MTT. A absorvância foi lida a 595nm no leitor de microplacas Bio-Rad 680. Foi utilizado o ANOVA Factorial (SPSS, Chicago, IL) para análise estatística dos resultados, aceitando-se uma significância de 5%. Resultados: Todos os fatores testados (resinas, diluições e tempo) produziram diferenças significativas na viabilidade celular. Houve diferenças estatisticamente significativas entre ambas as resinas, embora pouco significativas em termos experimentais e clínicos. A viabilidade celular nunca foi inferior a 70%, sendo este o limite estabelecido na norma ISO 10993-5:2009 para um material ser considerado citotóxico. Conclusão: Nas condições testadas, as resinas ProBase® não são citotóxicas. Existem algumas diferenças de citotoxicidade, sugerindo que o método de polimerização tem influência.
Autores principais:Arruda, Diogo Alexandre Moreira
Assunto:Resinas acrílicas Citotoxicidade Monómeros residuais Prótese removível
Ano:2018
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:Introdução: As resinas de polimetilmetacrilato são materiais essenciais no campo da Reabilitação Oral. No entanto, o seu uso tem sido posto em causa, uma vez que podem originar reações adversas nos tecidos adjacentes. Trabalhos anteriores mostraram que as resinas autopolimerizáveis libertam maiores quantidades de monómeros residuais, quando comparadas com as termopolimerizáveis. Assim, torna-se importante perceber se os métodos de polimerização têm influência na citotoxicidade desses materiais. Objetivos: Avaliar, in vitro, o nível de citotoxicidade das resinas ProBase® Hot e ProBase® Cold em fibroblastos 3T3, com a hipótese de que existem diferenças entre as resinas acrílicas ProBase®, no que diz respeito à sua citotoxicidade. Materiais e Métodos: Os espécimes foram preparados de acordo com as instruções do fabricante. Em seguida, 4 discos (5mm x 2mm) foram incubados por 30 minutos, 24 horas, 7 dias, 14 dias e 1 mês em 7mL de meio de cultura. Diluições em série dos extratos de resina previamente incubados foram colocados em contacto com 4x103 e 2x104 fibroblastos de murganho 3T3, plaqueados no dia anterior numa placa de 96 poços. Após 24 horas de exposição, a viabilidade celular foi avaliada através dos ensaios do Cristal Violeta e do MTT. A absorvância foi lida a 595nm no leitor de microplacas Bio-Rad 680. Foi utilizado o ANOVA Factorial (SPSS, Chicago, IL) para análise estatística dos resultados, aceitando-se uma significância de 5%. Resultados: Todos os fatores testados (resinas, diluições e tempo) produziram diferenças significativas na viabilidade celular. Houve diferenças estatisticamente significativas entre ambas as resinas, embora pouco significativas em termos experimentais e clínicos. A viabilidade celular nunca foi inferior a 70%, sendo este o limite estabelecido na norma ISO 10993-5:2009 para um material ser considerado citotóxico. Conclusão: Nas condições testadas, as resinas ProBase® não são citotóxicas. Existem algumas diferenças de citotoxicidade, sugerindo que o método de polimerização tem influência.