Publicação
Interações clinicamente relevantes com antipsicóticos : o que nos indicam as diferentes fontes de informação?
| Resumo: | Introdução: Com o aumento da esperança média de vida, os indivíduos tendem a morrer mais tarde, levando a um maior consumo de medicamentos por indivíduo, resultando num aumento do risco de interações medicamentosas. É urgente que os profissionais de saúde consigam obter a mesma informação nas diferentes fontes de informação para identificar interações medicamentosas, sobretudo as clinicamente relevantes (do inglês, clinically relevant drug-drug interactions – crDDI). Objetivos: a) determinar a prevalência de crDDI entre um grupo específico de antipsicóticos e outros fármacos nas diferentes ferramentas; e b) avaliar o grau de confiabilidade das diferentes ferramentas na deteção de crDDI. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional transversal com recurso a uma base de dados secundária de idosos institucionalizados. Para identificar a prevalência de crDDI, utilizaram-se quatro ferramentas distintas: Resumo das Características do Medicamento (RCM), Medscape, Micromedex e UpToDate. Como as interações medicamentosas não são classificadas da mesma forma nas diferentes ferramentas, procedeu-se a uma uniformização do sistema de classificação. A análise estatística foi realizada com recurso ao programa “IBM SPSS Statistic 28.0”, utilizando-se estatística uni e bivariada. Resultados: Foram incluídos 84 idosos, cuja média de idades foi 83,2 anos, 78,6% (n=66) da amostra era do sexo feminino e 91,7% (n=77) encontrava-se polimedicada. O Micromedex apresentou uma prevalência na deteção de crDDI que variou entre 64 e 100%, o RCM uma prevalência entre 0 e 94%, 18 e 78% no Medscape e 27 e75% no UpToDate. As diferentes ferramentas apresentaram um grau de confiabilidade moderado para a clozapina (0,689; p=0,018), o haloperidol (0,728; p<0,001) e a quetiapina (0,595; p<0,001), enquanto que para a olanzapina (0,149; p=0,349) e para a risperidona (0,393; p=0,164) apresentaram um grau de confiabilidade fraco. Conclusão: Verificou-se uma elevada variabilidade na deteção de crDDI detetadas por diferentes ferramentas, mas o Micromedex foi a ferramenta com maior prevalência. Determinou-se que existe uma variação do grau de confiabilidade entre fraco a moderado, consoante o antipsicótico em estudo. |
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| Autores principais: | Catapirra, Mariana Machado da Silva de Matos |
| Assunto: | Interações medicamentosas Idoso Fontes de informação Antipsicóticos |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Introdução: Com o aumento da esperança média de vida, os indivíduos tendem a morrer mais tarde, levando a um maior consumo de medicamentos por indivíduo, resultando num aumento do risco de interações medicamentosas. É urgente que os profissionais de saúde consigam obter a mesma informação nas diferentes fontes de informação para identificar interações medicamentosas, sobretudo as clinicamente relevantes (do inglês, clinically relevant drug-drug interactions – crDDI). Objetivos: a) determinar a prevalência de crDDI entre um grupo específico de antipsicóticos e outros fármacos nas diferentes ferramentas; e b) avaliar o grau de confiabilidade das diferentes ferramentas na deteção de crDDI. Metodologia: Realizou-se um estudo observacional transversal com recurso a uma base de dados secundária de idosos institucionalizados. Para identificar a prevalência de crDDI, utilizaram-se quatro ferramentas distintas: Resumo das Características do Medicamento (RCM), Medscape, Micromedex e UpToDate. Como as interações medicamentosas não são classificadas da mesma forma nas diferentes ferramentas, procedeu-se a uma uniformização do sistema de classificação. A análise estatística foi realizada com recurso ao programa “IBM SPSS Statistic 28.0”, utilizando-se estatística uni e bivariada. Resultados: Foram incluídos 84 idosos, cuja média de idades foi 83,2 anos, 78,6% (n=66) da amostra era do sexo feminino e 91,7% (n=77) encontrava-se polimedicada. O Micromedex apresentou uma prevalência na deteção de crDDI que variou entre 64 e 100%, o RCM uma prevalência entre 0 e 94%, 18 e 78% no Medscape e 27 e75% no UpToDate. As diferentes ferramentas apresentaram um grau de confiabilidade moderado para a clozapina (0,689; p=0,018), o haloperidol (0,728; p<0,001) e a quetiapina (0,595; p<0,001), enquanto que para a olanzapina (0,149; p=0,349) e para a risperidona (0,393; p=0,164) apresentaram um grau de confiabilidade fraco. Conclusão: Verificou-se uma elevada variabilidade na deteção de crDDI detetadas por diferentes ferramentas, mas o Micromedex foi a ferramenta com maior prevalência. Determinou-se que existe uma variação do grau de confiabilidade entre fraco a moderado, consoante o antipsicótico em estudo. |
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