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Risco e prevenção da alveolite fibrinolítica numa exodontia dos terceiros molares mandibulares impactados

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A alveolite fibrinolítica ou alveolite seca é uma das complicações pós-operatórias, que podem ocorrer numa extração dentária, variando a sua incidência entre 1% e 5%, em que 30% ocorrem na extração dos molares mandibulares impactados. A alveolite seca acontece quando 24h após a cirurgia, o coágulo não se forma ou forma-se parcialmente, ficando osso exposto no alvéolo. A dor é característica entre o primeiro e o terceiro dia após a extração e pode acontecer só no alvéolo e nas estruturas anatómicas adjacentes, como também irradiar para o ouvido do lado da extração, pode ser acompanhada de halitose ou não. Os fatores de risco associados ao desenvolvimento da alveolite são: a má higiene oral, o tabagismo, uso de contracetivos orais, grau de impactação dos molares mandibulares, a técnica cirúrgica, experiência do operador, infeção pré-existente, imunocomprometidos, idade, género e stress. O tabaco é uma causa frequente, atrasa a cicatrização do coágulo e a regeneração alveolar. É recomendado não fumar imediatamente após a extração e durante as primeiras 24 horas. Também não é permitido bochechar, movimentos de sucção nas primeiras 24 horas. O uso de contracetivos orais aumenta a atividade fibrinolítica o que leva a um maior risco de alveolite seca. A idade atrasa a cicatrização e o metabolismo é mais lento. A técnica também influencia o tratamento. Uma cirurgia de um molar inferior incluso envolve técnicas mais traumáticas como, a odontoseção e a osteotomia. Antigamente havia maior risco de alveolite seca porque não havia prescrição de antibióticos nem antes, nem depois da extração. A antibioticoterapia diminui consideravelmente o risco da alveolite. A terapêutica da alveolite fibrinolítica pode ser feita com gel ou colutórios de clorohexidina, colocação de antibióticos no alvéolo, irrigação com soro e curetagem, laserterapia e botox.
Autores principais:Correia, Bárbara Awa de Menezes
Assunto:Alveolite fibrinolítica Alveolite seca Prevenção Tratamento
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:A alveolite fibrinolítica ou alveolite seca é uma das complicações pós-operatórias, que podem ocorrer numa extração dentária, variando a sua incidência entre 1% e 5%, em que 30% ocorrem na extração dos molares mandibulares impactados. A alveolite seca acontece quando 24h após a cirurgia, o coágulo não se forma ou forma-se parcialmente, ficando osso exposto no alvéolo. A dor é característica entre o primeiro e o terceiro dia após a extração e pode acontecer só no alvéolo e nas estruturas anatómicas adjacentes, como também irradiar para o ouvido do lado da extração, pode ser acompanhada de halitose ou não. Os fatores de risco associados ao desenvolvimento da alveolite são: a má higiene oral, o tabagismo, uso de contracetivos orais, grau de impactação dos molares mandibulares, a técnica cirúrgica, experiência do operador, infeção pré-existente, imunocomprometidos, idade, género e stress. O tabaco é uma causa frequente, atrasa a cicatrização do coágulo e a regeneração alveolar. É recomendado não fumar imediatamente após a extração e durante as primeiras 24 horas. Também não é permitido bochechar, movimentos de sucção nas primeiras 24 horas. O uso de contracetivos orais aumenta a atividade fibrinolítica o que leva a um maior risco de alveolite seca. A idade atrasa a cicatrização e o metabolismo é mais lento. A técnica também influencia o tratamento. Uma cirurgia de um molar inferior incluso envolve técnicas mais traumáticas como, a odontoseção e a osteotomia. Antigamente havia maior risco de alveolite seca porque não havia prescrição de antibióticos nem antes, nem depois da extração. A antibioticoterapia diminui consideravelmente o risco da alveolite. A terapêutica da alveolite fibrinolítica pode ser feita com gel ou colutórios de clorohexidina, colocação de antibióticos no alvéolo, irrigação com soro e curetagem, laserterapia e botox.