Publicação
Dor crónica : crescimento pós-traumático e a sua relação com vergonha, coping e resiliência
| Resumo: | A dor crónica é uma das principais causas de incapacidade e afeta cerca de 37% da população adulta em Portugal. Trata-se de uma experiência complexa, multidimensional, idiossincrática e subjetiva, influenciada por um elevado número de fatores. Existem evidências de que o Crescimento Pós-Traumático (CPT) possa ser desenvolvido no seguimento da experiência de dor crónica, apesar do número insuficiente de estudos. Este estudo visa caraterizar a experiência de dor crónica nesta população, assim como avaliar a aplicabilidade do modelo de CPT em pessoas com dor crónica. Uma amostra não probabilística de 171 adultos portugueses com dor crónica (idade: M=49,07; DP=10,66) respondeu a um questionário online. Os resultados sugerem que o modelo de CPT pode ser aplicado a pessoas com dor crónica, sendo a disrupção das crenças centrais a variável com maior efeito no desenvolvimento de CPT. Para além disso, concluiu-se que pessoas desempregadas e reformadas, e com níveis de escolaridade mais baixos, por comparação a pessoas empregadas e com o ensino superior, apresentam maior severidade de dor. Os resultados do nosso estudo reforçam a necessidade de contemplar o CPT não só em estudos futuros, como também na intervenção individual ou em grupo em pessoas com dor crónica. |
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| Autores principais: | Ponte, Ana Catarina Pereira Codinha da |
| Assunto: | Dor crónica Crescimento pós-traumático Vergonha Coping Resiliência |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso restrito |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | A dor crónica é uma das principais causas de incapacidade e afeta cerca de 37% da população adulta em Portugal. Trata-se de uma experiência complexa, multidimensional, idiossincrática e subjetiva, influenciada por um elevado número de fatores. Existem evidências de que o Crescimento Pós-Traumático (CPT) possa ser desenvolvido no seguimento da experiência de dor crónica, apesar do número insuficiente de estudos. Este estudo visa caraterizar a experiência de dor crónica nesta população, assim como avaliar a aplicabilidade do modelo de CPT em pessoas com dor crónica. Uma amostra não probabilística de 171 adultos portugueses com dor crónica (idade: M=49,07; DP=10,66) respondeu a um questionário online. Os resultados sugerem que o modelo de CPT pode ser aplicado a pessoas com dor crónica, sendo a disrupção das crenças centrais a variável com maior efeito no desenvolvimento de CPT. Para além disso, concluiu-se que pessoas desempregadas e reformadas, e com níveis de escolaridade mais baixos, por comparação a pessoas empregadas e com o ensino superior, apresentam maior severidade de dor. Os resultados do nosso estudo reforçam a necessidade de contemplar o CPT não só em estudos futuros, como também na intervenção individual ou em grupo em pessoas com dor crónica. |
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