Publicação
Avaliação da literacia em saúde e saúde oral dos reclusos em Portugal
| Resumo: | Objetivos: contribuir para a avaliação da literacia em saúde e em saúde oral da população reclusa portuguesa através da investigação por aplicação de questionários. Descrever a relação entre os níveis de literacia em saúde e em saúde oral e a sua relação com as variáveis sociodemográficas/ história de reclusão. Materiais e métodos: estudo observacional, descritivo de abordagem quantitativa efetuado numa amostra de conveniência de 204 reclusos do Estabelecimento Prisional de Leiria e de Leiria Jovens. A avaliação da literacia em saúde e em saúde oral foi realizada com base HLS-EU-PT-Q16 e OHL-AQ, respetivamente. Informações sobre o perfil sociodemográfico/ história de reclusão foram recolhidos através de um questionário apropriado. A análise estatística realizou-se com recurso ao software IBM SPSS Statistics v.27, tendo sido considerado um nível de significância de 5% (p≤ 0,05). Resultados: dos 204 inquiridos, 52% apresentaram um nível problemático de literacia em saúde e 56,6% apresentaram um nível inadequado de literacia em saúde oral. Os níveis de literacia em saúde apresentam uma tendência de diminuição com o aumento da idade (p=0,002) e são superiores para 1-5 anos de pena e inferiores para 5-8 anos de pena (p=0,048). Os níveis de literacia em saúde oral são significativamente superiores para nacionalidade portuguesa (p<0,001) e para o ensino secundário e inferiores para o ensino básico (p=0,024). Não se obteve associação estatisticamente significativa entre o nível de literacia em saúde e em saúde oral (r=0,062; p=0,419). Relevam-se níveis superiores de literacia em saúde no Estabelecimento Prisional de Leiria Jovens (p=0,010). Conclusões: os níveis de literacia em saúde e em saúde oral dos reclusos são considerados problemáticos e evidenciam pior cenário quando comparados à população portuguesa. Os resultados deste estudo enfatizam a necessidade de intervenção de forma a combater as iniquidades desta população. |
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| Autores principais: | Pedro, André Farto |
| Assunto: | Reclusos Estabelecimento prisional Literacia em saúde Literacia em saúde oral |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Objetivos: contribuir para a avaliação da literacia em saúde e em saúde oral da população reclusa portuguesa através da investigação por aplicação de questionários. Descrever a relação entre os níveis de literacia em saúde e em saúde oral e a sua relação com as variáveis sociodemográficas/ história de reclusão. Materiais e métodos: estudo observacional, descritivo de abordagem quantitativa efetuado numa amostra de conveniência de 204 reclusos do Estabelecimento Prisional de Leiria e de Leiria Jovens. A avaliação da literacia em saúde e em saúde oral foi realizada com base HLS-EU-PT-Q16 e OHL-AQ, respetivamente. Informações sobre o perfil sociodemográfico/ história de reclusão foram recolhidos através de um questionário apropriado. A análise estatística realizou-se com recurso ao software IBM SPSS Statistics v.27, tendo sido considerado um nível de significância de 5% (p≤ 0,05). Resultados: dos 204 inquiridos, 52% apresentaram um nível problemático de literacia em saúde e 56,6% apresentaram um nível inadequado de literacia em saúde oral. Os níveis de literacia em saúde apresentam uma tendência de diminuição com o aumento da idade (p=0,002) e são superiores para 1-5 anos de pena e inferiores para 5-8 anos de pena (p=0,048). Os níveis de literacia em saúde oral são significativamente superiores para nacionalidade portuguesa (p<0,001) e para o ensino secundário e inferiores para o ensino básico (p=0,024). Não se obteve associação estatisticamente significativa entre o nível de literacia em saúde e em saúde oral (r=0,062; p=0,419). Relevam-se níveis superiores de literacia em saúde no Estabelecimento Prisional de Leiria Jovens (p=0,010). Conclusões: os níveis de literacia em saúde e em saúde oral dos reclusos são considerados problemáticos e evidenciam pior cenário quando comparados à população portuguesa. Os resultados deste estudo enfatizam a necessidade de intervenção de forma a combater as iniquidades desta população. |
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