Publicação

Erros em prescrição pediátrica

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:O tratamento farmacológico depende da relação de confiança entre o paciente e os intervenientes no seu processo de cura. Esta confiança pode ser abalada quando ocorrem erros no tratamento, o que afeta o sucesso do mesmo e a saúde do paciente. Os erros ocorrem, podendo ser cometidos por qualquer um dos intervenientes no processo de tratamento (médico, enfermeiro, farmacêutico ou paciente). Vários estudos apontam como erro mais frequente o erro de prescrição. O erro, quando ocorre, pode ter implicações sérias em qualquer paciente, contudo é bastante mais grave quando ocorre na população pediátrica, mais sensível. Neste caso o risco de erro é três vezes superior ao da população adulta, o que motivou este projeto. Este trabalho visa identificar os tipos de erro mais comum em pediatria, apontar formas de evitar ou minorar o erro de prescrição pediátrica, indicando soluções possíveis. Procedeu-se à análise dos tipos de erros mais comuns; do papel dos intervenientes no processo (médico, enfermeiro, farmacêutico e familiares do paciente pediátrico) e foram também observadas algumas novas tecnologias como a prescrição eletrónica, o algoritmo da calculadora informatizada e novos métodos de doseamento sendo apontadas como solução para minorar o erro. Será também apresentado um ensaio experimental, conduzido em estudantes do 3º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, com o objetivo de apreciar o grau de precisão de medição de doses associado à utilização de diferentes métodos de medida de formulações orais líquidas (colher e copo de medida). Os resultados mostram que não há diferença na precisão das medidas efectuadas por homens ou mulheres, havendo diferenças significativas (p<0,05) entre o uso da colher doseadora e o copo medida e de ambos relativamente ao valor padrão. A colher origina subdosagens e o copo causa sobredosagens.
Autores principais:Pirralho, Diana Isabel Nunes
Assunto:Prescrição pediátrica Erros de medicação Intervenientes Administração
Ano:2013
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:O tratamento farmacológico depende da relação de confiança entre o paciente e os intervenientes no seu processo de cura. Esta confiança pode ser abalada quando ocorrem erros no tratamento, o que afeta o sucesso do mesmo e a saúde do paciente. Os erros ocorrem, podendo ser cometidos por qualquer um dos intervenientes no processo de tratamento (médico, enfermeiro, farmacêutico ou paciente). Vários estudos apontam como erro mais frequente o erro de prescrição. O erro, quando ocorre, pode ter implicações sérias em qualquer paciente, contudo é bastante mais grave quando ocorre na população pediátrica, mais sensível. Neste caso o risco de erro é três vezes superior ao da população adulta, o que motivou este projeto. Este trabalho visa identificar os tipos de erro mais comum em pediatria, apontar formas de evitar ou minorar o erro de prescrição pediátrica, indicando soluções possíveis. Procedeu-se à análise dos tipos de erros mais comuns; do papel dos intervenientes no processo (médico, enfermeiro, farmacêutico e familiares do paciente pediátrico) e foram também observadas algumas novas tecnologias como a prescrição eletrónica, o algoritmo da calculadora informatizada e novos métodos de doseamento sendo apontadas como solução para minorar o erro. Será também apresentado um ensaio experimental, conduzido em estudantes do 3º ano do Mestrado Integrado em Ciências Farmacêuticas do Instituto Superior de Ciências da Saúde Egas Moniz, com o objetivo de apreciar o grau de precisão de medição de doses associado à utilização de diferentes métodos de medida de formulações orais líquidas (colher e copo de medida). Os resultados mostram que não há diferença na precisão das medidas efectuadas por homens ou mulheres, havendo diferenças significativas (p<0,05) entre o uso da colher doseadora e o copo medida e de ambos relativamente ao valor padrão. A colher origina subdosagens e o copo causa sobredosagens.