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Identificação humana através de DNA pulpar

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A Medicina Dentária Forense tem um papel preponderante na identificação humana, sendo esta um direito humano, estando nós vivos ou não, toda a gente tem direito a ter a sua identificação. Infelizmente, episódios de índole natural como terramotos e incêndios, e de índole criminosa, como assaltos e homicídios, são uma constante ao redor do globo. Cabe aos profissionais da área médico-legal investigar o sucedido, dando respostas tanto ao sistema jurídico como aos familiares das vítimas. Para o efeito, estes profissionais têm ao seu dispor um leque de procedimentos, tanto a nível corporal, como mais especificamente relatado nesta dissertação, a nível oro facial. Desde a Identificação Dentária Comparativa, passando pela Reconstrução Craniofacial, Palatoscopia, Queiloscopia e Marcas de Mordida, podemos observar que a cavidade oral fornece muitas formas que podem ser a chave para o sucesso de uma determinada investigação forense. Estes métodos descritos dependem bastante das histórias clínicas e outros dados antemortem, sendo os Médicos Dentistas de extrema importância neste assunto. Caso estes métodos descritos anteriormente falhem pela sua inutilização pelas mais variadas razões, técnicas de processamento de DNA passam a ser os métodos de eleição na identificação humana. Um local específico no ser humano onde é possível recolher DNA viável para estudo é a polpa dentária, visto ter uma enorme resistência a alterações de temperatura, de pressão e de força mecânica fornecida pela dureza do esmalte e dentina que a envolvem, protegendo-a destes estímulos. A extração de DNA contido na câmara pulpar é por si só um desafio, sendo necessários meticulosos procedimentos e protocolos de forma a manter o material utilizável. Após a extração, o DNA “capturado” pode ser de um dos dois principais tipos, DNA genómico ou nuclear e DNA mitocondrial e o seu processo de análise depende do tipo, das características e do comprimento do fragmento extraído.
Autores principais:Alves, João Duarte Valadeiro
Assunto:Identificação humana Polpa dentária DNA
Ano:2021
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:A Medicina Dentária Forense tem um papel preponderante na identificação humana, sendo esta um direito humano, estando nós vivos ou não, toda a gente tem direito a ter a sua identificação. Infelizmente, episódios de índole natural como terramotos e incêndios, e de índole criminosa, como assaltos e homicídios, são uma constante ao redor do globo. Cabe aos profissionais da área médico-legal investigar o sucedido, dando respostas tanto ao sistema jurídico como aos familiares das vítimas. Para o efeito, estes profissionais têm ao seu dispor um leque de procedimentos, tanto a nível corporal, como mais especificamente relatado nesta dissertação, a nível oro facial. Desde a Identificação Dentária Comparativa, passando pela Reconstrução Craniofacial, Palatoscopia, Queiloscopia e Marcas de Mordida, podemos observar que a cavidade oral fornece muitas formas que podem ser a chave para o sucesso de uma determinada investigação forense. Estes métodos descritos dependem bastante das histórias clínicas e outros dados antemortem, sendo os Médicos Dentistas de extrema importância neste assunto. Caso estes métodos descritos anteriormente falhem pela sua inutilização pelas mais variadas razões, técnicas de processamento de DNA passam a ser os métodos de eleição na identificação humana. Um local específico no ser humano onde é possível recolher DNA viável para estudo é a polpa dentária, visto ter uma enorme resistência a alterações de temperatura, de pressão e de força mecânica fornecida pela dureza do esmalte e dentina que a envolvem, protegendo-a destes estímulos. A extração de DNA contido na câmara pulpar é por si só um desafio, sendo necessários meticulosos procedimentos e protocolos de forma a manter o material utilizável. Após a extração, o DNA “capturado” pode ser de um dos dois principais tipos, DNA genómico ou nuclear e DNA mitocondrial e o seu processo de análise depende do tipo, das características e do comprimento do fragmento extraído.