Publicação
Fatores associados à hipossialia e xerostomia na população geriátrica da clínica dentária Egas Moniz : estudo piloto
| Resumo: | Introdução: Na população idosa, várias doenças e condições sistémicas estão associadas à redução do fluxo salivar, originando sinais e sintomas que podem ter impacto na qualidade de vida. Objetivos: Identificar e correlacionar os fatores que estão associados à xerostomia e/ou hipossialia na população geriátrica da Clínica Dentária Egas Moniz (CDEM). Materiais e Métodos: A amostra populacional inclui 150 participantes (n=150) com idade igual ou superior a 65 anos, que compareceram na Clínica Dentária Egas Moniz, entre Dezembro 2021 e Maio de 2022. Foi aplicado um questionário, que recolheu a informação relativa a dados socioeconómicos, condições de saúde geral, Summated Xerostomia Inventory (SXI-PL) e o Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI). Foi também registado o número de dentes cariados, perdidos e obturados (Índice CPO), através de observação clínica. Por fim, obtiveram-se as taxas de fluxo salivar estimulada e não estimulada através de sialometria. Os dados foram analisados através dos testes Qui-quadrado e Mann-Whitney no programa estatístico IBM SPSS Statistics, versão 27.0. Resultados: A maioria da população geriátrica pertencia ao género feminino (60%). A hipertensão arterial constituiu a patologia sistémica mais prevalente (60,7%). Mais de metade da população, tomava medicação (86%), sendo a mais frequente a toma de anti-hipertensores. A grande maioria dos participantes tomava simultaneamente dois fármacos (30%). Quase metade da amostra em estudo apresentou hipossialia (48%), tendo sido observada uma diferença significativa entre a hipossialia e a perceção de xerostomia (p=0,050). Apesar de não ter havido uma associação significativa, verificou-se que existe uma tendência para os indivíduos com pior qualidade de vida relacionada com a saúde oral apresentarem hipossialia. Conclusão: Compete ao Médico Dentista realizar o diagnóstico precoce da hipossialia evidenciando os possíveis fatores de risco, bem como adotar estratégias preventivas que promovam o bem-estar na qualidade de vida relacionada com a saúde oral. |
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| Autores principais: | Maximiano, Joana Inês Santos |
| Assunto: | Hipossialia Xerostomia Idosos Autoperceção |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Introdução: Na população idosa, várias doenças e condições sistémicas estão associadas à redução do fluxo salivar, originando sinais e sintomas que podem ter impacto na qualidade de vida. Objetivos: Identificar e correlacionar os fatores que estão associados à xerostomia e/ou hipossialia na população geriátrica da Clínica Dentária Egas Moniz (CDEM). Materiais e Métodos: A amostra populacional inclui 150 participantes (n=150) com idade igual ou superior a 65 anos, que compareceram na Clínica Dentária Egas Moniz, entre Dezembro 2021 e Maio de 2022. Foi aplicado um questionário, que recolheu a informação relativa a dados socioeconómicos, condições de saúde geral, Summated Xerostomia Inventory (SXI-PL) e o Geriatric Oral Health Assessment Index (GOHAI). Foi também registado o número de dentes cariados, perdidos e obturados (Índice CPO), através de observação clínica. Por fim, obtiveram-se as taxas de fluxo salivar estimulada e não estimulada através de sialometria. Os dados foram analisados através dos testes Qui-quadrado e Mann-Whitney no programa estatístico IBM SPSS Statistics, versão 27.0. Resultados: A maioria da população geriátrica pertencia ao género feminino (60%). A hipertensão arterial constituiu a patologia sistémica mais prevalente (60,7%). Mais de metade da população, tomava medicação (86%), sendo a mais frequente a toma de anti-hipertensores. A grande maioria dos participantes tomava simultaneamente dois fármacos (30%). Quase metade da amostra em estudo apresentou hipossialia (48%), tendo sido observada uma diferença significativa entre a hipossialia e a perceção de xerostomia (p=0,050). Apesar de não ter havido uma associação significativa, verificou-se que existe uma tendência para os indivíduos com pior qualidade de vida relacionada com a saúde oral apresentarem hipossialia. Conclusão: Compete ao Médico Dentista realizar o diagnóstico precoce da hipossialia evidenciando os possíveis fatores de risco, bem como adotar estratégias preventivas que promovam o bem-estar na qualidade de vida relacionada com a saúde oral. |
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