Publicação
Efeitos citotóxicos e biocompatibilidade dos materiais dentários nas células da mucosa oral
| Resumo: | As resinas compostas são biomateriais, normalmente utilizadas na prática clínica nomeadamente em Medicina Dentária, com o objectivo de reabilitar a estrutura dentária perdida devido a cáries, processos erosivos e fracturas, bem como a função e a estética. Idealmente, os materiais dentários não deveriam produzir efeitos adversos nos tecidos orais, nomeadamente as resinas compostas amplamente utilizadas pelos profissionais de saúde oral, no entanto, estas libertam substâncias que podem comprometer a sua biocompatibilidade. Os monómeros residuais que são libertados deste tipo de materiais são o resultado do grau de polimerização incompleto ou de processos de degradação e de erosão. O objectivo desta monografia foi identificar quais os principais métodos utilizados para a avaliação do potencial citotóxico dos materiais utilizados correntemente, como as resinas compostas, os mecanismos celulares afectados de modo a sensibilizar o Médico Dentista sobre os eventuais riscos. Actualmente existe uma grande variedade de testes biológicos: in vitro e in vivo. Estes permitem a avaliação da resposta biológica dos tecidos aos materiais dentários. Os constituintes das resinas compostas, nomeadamente os monómeros podem ser libertados desencadeando nas células efeitos citotóxicos e genotóxicos comprometendo assim as funções básicas das células. Todos os monómeros apresentam citotoxicidade, que se traduz essencialmente na diminuição dos níveis intracelulares de glutationa e no aumento de espécies reactivas de oxigénio provocando deste modo morte celular. Esta resulta maioritariamente em apoptose das células expostas a este tipo de materiais. O efeito genotóxico resulta da acção dos monómeros nas células provocando danos no DNA. Além disso, podem provocar inflamação nos tecidos adjacentes a estes materiais, inibir as funções celulares dos odontoblastos e consequentemente conduzir a atrasos nos processos de mineralização. A comparação dos efeitos dos vários monómeros caracterizados neste trabalho indica que o Bis-GMA é o mais citotóxico. |
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| Autores principais: | Rua, Sara Raquel Carvalheiro |
| Assunto: | Biocompabilidade Citotoxicidade Resinas compostas Monómeros |
| Ano: | 2013 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | As resinas compostas são biomateriais, normalmente utilizadas na prática clínica nomeadamente em Medicina Dentária, com o objectivo de reabilitar a estrutura dentária perdida devido a cáries, processos erosivos e fracturas, bem como a função e a estética. Idealmente, os materiais dentários não deveriam produzir efeitos adversos nos tecidos orais, nomeadamente as resinas compostas amplamente utilizadas pelos profissionais de saúde oral, no entanto, estas libertam substâncias que podem comprometer a sua biocompatibilidade. Os monómeros residuais que são libertados deste tipo de materiais são o resultado do grau de polimerização incompleto ou de processos de degradação e de erosão. O objectivo desta monografia foi identificar quais os principais métodos utilizados para a avaliação do potencial citotóxico dos materiais utilizados correntemente, como as resinas compostas, os mecanismos celulares afectados de modo a sensibilizar o Médico Dentista sobre os eventuais riscos. Actualmente existe uma grande variedade de testes biológicos: in vitro e in vivo. Estes permitem a avaliação da resposta biológica dos tecidos aos materiais dentários. Os constituintes das resinas compostas, nomeadamente os monómeros podem ser libertados desencadeando nas células efeitos citotóxicos e genotóxicos comprometendo assim as funções básicas das células. Todos os monómeros apresentam citotoxicidade, que se traduz essencialmente na diminuição dos níveis intracelulares de glutationa e no aumento de espécies reactivas de oxigénio provocando deste modo morte celular. Esta resulta maioritariamente em apoptose das células expostas a este tipo de materiais. O efeito genotóxico resulta da acção dos monómeros nas células provocando danos no DNA. Além disso, podem provocar inflamação nos tecidos adjacentes a estes materiais, inibir as funções celulares dos odontoblastos e consequentemente conduzir a atrasos nos processos de mineralização. A comparação dos efeitos dos vários monómeros caracterizados neste trabalho indica que o Bis-GMA é o mais citotóxico. |
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