Publicação
Perceção dos pais sobre os traumatismos dentários em crianças e as atitudes a tomar
| Resumo: | Introdução: O traumatismo dentário pode ser definido como qualquer lesão térmica, química ou mecânica que afeta maioritariamente os tecidos duros, a polpa e/ou as estruturas periodontais. Verifica-se no sexo masculino, entre os 8 e os 14 anos, em dentes permanentes, a maior prevalência destas lesões, condicionando o normal desenvolvimento facial e promovendo alterações a nível psicológico, estético, fonético, funcional e social. Objetivos: Avaliação dos conhecimentos dos pais acerca dos traumatismos dentários, concluindo se os mesmos estão preparados para agir, corretamente, perante tal situação. Metodologia: Foi aplicado um questionário com 5 perguntas sociodemográficas dos pais/encarregados de educação das crianças que frequentam as consultas de odontopediatria, na Clínica Dentária Egas Moniz e 6 perguntas sobre traumatismos dentários, seguindo as guidelines da Associação Internacional de Traumatologia Dentária. O questionário foi anónimo e confidencial. Resultados: Verifica-se que a maior parte dos inquiridos são do sexo feminino (73; 68,87%), que a idade média corresponde a 43,21±9,61 anos, com um predomínio do Ensino Secundário, como nível de escolaridade mais elevado concluído (42; 39,62%), sendo que as crianças têm uma idade média de 11,08±3,87 anos. 66% dos inquiridos respondeu que o correto seria morder um lenço de papel, a fim de controlar a hemorragia e que, posteriormente, recorreria ao Médico Dentista. 83% considera que após uma avulsão se deve ir imediatamente ao dentista. Relativamente à limpeza do dente, a maioria optou por passá-lo por água corrente, segurando-o pela coroa. O meio de transporte da peça dentária mais selecionado foi o lenço de papel (n=34) e, por fim, 58% salientou que numa situação destas procuraria a parte em falta do dente e, de seguida, iria ao médico dentista. Conclusões: É comprovado o insuficiente conhecimento dos pais e, portanto, constata-se a necessidade deste assunto ser abordado por outros profissionais de saúde, nomeadamente no pós-parto. Verifica-se também a necessidade da criação de métodos preventivos, a nível da educação dos cuidadores. |
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| Autores principais: | Cabaço, Inês Fontinhas Cristóvão de Almeida |
| Assunto: | Odontopediatria Traumatismo dentário Conhecimento Pais |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Introdução: O traumatismo dentário pode ser definido como qualquer lesão térmica, química ou mecânica que afeta maioritariamente os tecidos duros, a polpa e/ou as estruturas periodontais. Verifica-se no sexo masculino, entre os 8 e os 14 anos, em dentes permanentes, a maior prevalência destas lesões, condicionando o normal desenvolvimento facial e promovendo alterações a nível psicológico, estético, fonético, funcional e social. Objetivos: Avaliação dos conhecimentos dos pais acerca dos traumatismos dentários, concluindo se os mesmos estão preparados para agir, corretamente, perante tal situação. Metodologia: Foi aplicado um questionário com 5 perguntas sociodemográficas dos pais/encarregados de educação das crianças que frequentam as consultas de odontopediatria, na Clínica Dentária Egas Moniz e 6 perguntas sobre traumatismos dentários, seguindo as guidelines da Associação Internacional de Traumatologia Dentária. O questionário foi anónimo e confidencial. Resultados: Verifica-se que a maior parte dos inquiridos são do sexo feminino (73; 68,87%), que a idade média corresponde a 43,21±9,61 anos, com um predomínio do Ensino Secundário, como nível de escolaridade mais elevado concluído (42; 39,62%), sendo que as crianças têm uma idade média de 11,08±3,87 anos. 66% dos inquiridos respondeu que o correto seria morder um lenço de papel, a fim de controlar a hemorragia e que, posteriormente, recorreria ao Médico Dentista. 83% considera que após uma avulsão se deve ir imediatamente ao dentista. Relativamente à limpeza do dente, a maioria optou por passá-lo por água corrente, segurando-o pela coroa. O meio de transporte da peça dentária mais selecionado foi o lenço de papel (n=34) e, por fim, 58% salientou que numa situação destas procuraria a parte em falta do dente e, de seguida, iria ao médico dentista. Conclusões: É comprovado o insuficiente conhecimento dos pais e, portanto, constata-se a necessidade deste assunto ser abordado por outros profissionais de saúde, nomeadamente no pós-parto. Verifica-se também a necessidade da criação de métodos preventivos, a nível da educação dos cuidadores. |
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