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Novas abordagens terapêuticas da doença de Alzheimer

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A doença de Alzheimer (DA) tem sido investigada desde há muito tempo. Há mais de cem anos que vários investigadores investem o seu tempo a tentar desvendar um tratamento eficaz de modo a conseguir retardar ou mesmo curar esta patologia. A DA abrange cerca de 50-70% de todas as demências, sendo considerada a mais prevalente a nível mundial. Esta é uma doença neurodegenerativa progressiva e irreversível que afeta na sua grande maioria pessoas de idade avançada, mais precisamente com idade superior a sessenta e cinco anos. Carateriza-se pela degeneração das células nervosas, devido à formação de placas senis, produzidas pela acumulação anormal da proteína β-amilóide (Aβ), bem como pela formação de depósitos intracelulares fibrilares, relacionados com a acumulação da proteína tau. Isto vai influenciar a neurotransmissão, fazendo com que as comunicações entre os neurónios sejam afetados e estes acabem por morrer. Relativamente às novas abordagens terapêuticas, observa-se uma maior incidência no desenvolvimento de fármacos que afetem a formação de placas amiloides, dado esta ser uma das principais causas desta enfermidade. O desenvolvimento de terapêuticas anti-tau não tem tido grande enfoque, representando uma pequena percentagem da totalidade dos ensaios clínicos em estudo. Alguns investigadores afirmam ser de extrema importância desenvolver terapêuticas que incidam na fase inicial da doença para que seja mais fácil retardar a evolução da mesma. Para isto, é necessário desenvolver métodos de diagnóstico mais eficientes, possibilitando uma identificação detalhada a nível da deterioração neuronal. Devido ao elevado insucesso das ensaios clínicos efetuados tem havido um decréscimo no investimento por parte das indústrias farmacêuticas nestes estudos, sendo de extrema importância atrair as mesmas a investirem no desenvolvimento de novas terapêuticas para a DA, para que seja possível alcançar sucesso nesta área.
Autores principais:Pires, Marisa Pereira
Assunto:Doença de Alzheimer A-beta Neurotransmissão Terapêuticas
Ano:2016
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:A doença de Alzheimer (DA) tem sido investigada desde há muito tempo. Há mais de cem anos que vários investigadores investem o seu tempo a tentar desvendar um tratamento eficaz de modo a conseguir retardar ou mesmo curar esta patologia. A DA abrange cerca de 50-70% de todas as demências, sendo considerada a mais prevalente a nível mundial. Esta é uma doença neurodegenerativa progressiva e irreversível que afeta na sua grande maioria pessoas de idade avançada, mais precisamente com idade superior a sessenta e cinco anos. Carateriza-se pela degeneração das células nervosas, devido à formação de placas senis, produzidas pela acumulação anormal da proteína β-amilóide (Aβ), bem como pela formação de depósitos intracelulares fibrilares, relacionados com a acumulação da proteína tau. Isto vai influenciar a neurotransmissão, fazendo com que as comunicações entre os neurónios sejam afetados e estes acabem por morrer. Relativamente às novas abordagens terapêuticas, observa-se uma maior incidência no desenvolvimento de fármacos que afetem a formação de placas amiloides, dado esta ser uma das principais causas desta enfermidade. O desenvolvimento de terapêuticas anti-tau não tem tido grande enfoque, representando uma pequena percentagem da totalidade dos ensaios clínicos em estudo. Alguns investigadores afirmam ser de extrema importância desenvolver terapêuticas que incidam na fase inicial da doença para que seja mais fácil retardar a evolução da mesma. Para isto, é necessário desenvolver métodos de diagnóstico mais eficientes, possibilitando uma identificação detalhada a nível da deterioração neuronal. Devido ao elevado insucesso das ensaios clínicos efetuados tem havido um decréscimo no investimento por parte das indústrias farmacêuticas nestes estudos, sendo de extrema importância atrair as mesmas a investirem no desenvolvimento de novas terapêuticas para a DA, para que seja possível alcançar sucesso nesta área.