Publicação
Implantes em doentes a fazer medicação anti-reabsorção óssea
| Resumo: | Os implantes dentários e os medicamentos que limitam a reabsorção óssea são dois temas de atualidade que estão cada vez mais interligados, uma vez que o número de cirurgias de implantes dentários e o número de pacientes submetidos a tratamentos como os bifosfonatos (BF's) ou o denosumab estão em aumento constante. Estes medicamentos são utilizados em várias situações. Por um lado, em doenças benignas, como a osteoporose ou a doença de Paget, mas também para doenças malignas, como as metástases ósseas ou a hipercalcemia maligna. O fármaco, a dose e a via de administração são então adaptados consoante o caso. Como foi descrito em numerosos estudos, nomeadamente nos últimos anos, este tipo de medicamentos pode, em certos casos, contribuir para o desenvolvimento da osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (MRONJ) e, consequentemente, afetar a viabilidade dos implantes dentários a curto ou longo prazo, por afetar o processo de osteointegração. De acordo com a literatura científica, a maioria dos casos de insucesso de implantes dentários é observada em pacientes que tomaram ou estão a tomar BF's intravenosos (IV). Para além da via de administração, outras variáveis entram em conta e devem ser estudadas, como a presença de outras doenças, a concomitância de outros tratamentos medicamentosos, o sexo, a idade, a cronologia do início e a duração do tratamento antireabsortivo em relação ao momento da colocação do implante e os hábitos tabágicos. Apesar da quantidade de estudos realizados, não se chegou ainda a um consenso que permita estabelecer uma guideline para a colocação de implantes em doentes submetidos a um tratamento anti-reabsortivo. No entanto, os tratamentos e a avaliação do risco de MRONJ tendem a ser cada vez mais adequados. |
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| Autores principais: | Martins, Emeline Reverendo |
| Assunto: | Bifosfonatos Denosumab Implantes Osteonecrose Reabsorção óssea |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Os implantes dentários e os medicamentos que limitam a reabsorção óssea são dois temas de atualidade que estão cada vez mais interligados, uma vez que o número de cirurgias de implantes dentários e o número de pacientes submetidos a tratamentos como os bifosfonatos (BF's) ou o denosumab estão em aumento constante. Estes medicamentos são utilizados em várias situações. Por um lado, em doenças benignas, como a osteoporose ou a doença de Paget, mas também para doenças malignas, como as metástases ósseas ou a hipercalcemia maligna. O fármaco, a dose e a via de administração são então adaptados consoante o caso. Como foi descrito em numerosos estudos, nomeadamente nos últimos anos, este tipo de medicamentos pode, em certos casos, contribuir para o desenvolvimento da osteonecrose dos maxilares induzida por medicamentos (MRONJ) e, consequentemente, afetar a viabilidade dos implantes dentários a curto ou longo prazo, por afetar o processo de osteointegração. De acordo com a literatura científica, a maioria dos casos de insucesso de implantes dentários é observada em pacientes que tomaram ou estão a tomar BF's intravenosos (IV). Para além da via de administração, outras variáveis entram em conta e devem ser estudadas, como a presença de outras doenças, a concomitância de outros tratamentos medicamentosos, o sexo, a idade, a cronologia do início e a duração do tratamento antireabsortivo em relação ao momento da colocação do implante e os hábitos tabágicos. Apesar da quantidade de estudos realizados, não se chegou ainda a um consenso que permita estabelecer uma guideline para a colocação de implantes em doentes submetidos a um tratamento anti-reabsortivo. No entanto, os tratamentos e a avaliação do risco de MRONJ tendem a ser cada vez mais adequados. |
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