Publicação
Influência da diabetes mellitus na reabilitação com implantes dentários
| Resumo: | A diabetes mellitus é uma doença crónica que cada vez afeta mais pessoas em todo o mundo e que se caracteriza por uma excessiva concentração de glucose no sangue. Esta poderá ocorrer por uma produção inadequada de insulina por parte do pâncreas (diabetes mellitus tipo 1) ou pela resistência do organismo à ação da insulina produzida (diabetes mellitus tipo 2). Esta doença tem implicações a nível do sistema vascular e está associada a diversas complicações como doença cardíaca isquémica, nefropatias, doenças cerebrovasculares, doença arterial periférica, alterações nos processos inflamatórios e no sistema imunitário, entre muitas outras. Diabéticos podem também apresentar inúmeras complicações orais como um compromisso a nível do periodonto ou alterações no metabolismo de reparação óssea. Existem diversos estudos com conclusões divergentes no que diz respeito à influência da diabetes na reabilitação oral com implantes. Esta revisão pretende assim centrar-se na avaliação da taxa de sobrevivência dos implantes em doentes diabéticos. Os estudos analisados ao longo deste trabalho concluem que diabéticos metabolicamente controlados podem usufruir de uma reabilitação oral com implantes, continuando esta a ser uma solução viável. A hemoglobina glicosilada é um parâmetro fundamental e que permite compreender se estamos perante um paciente controlado e dentro dos valores desejáveis para este tipo de reabilitação. Ainda assim, existem fatores a ter em atenção nestes pacientes como atrasos nos processos de cicatrização e maior risco de infeção pós-operatória que podem, quando não devidamente conhecidos e controlados, influenciar e interferir com o tratamento. Desta forma, é fundamental o conhecimento de toda a história clínica dos doentes bem como a realização de exames laboratoriais para garantir que estão reunidas as condições necessárias à realização deste procedimento. |
|---|---|
| Autores principais: | Ferreira, Sofia Van Uffel |
| Assunto: | Diabetes mellitus Implantes dentários Influência |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | A diabetes mellitus é uma doença crónica que cada vez afeta mais pessoas em todo o mundo e que se caracteriza por uma excessiva concentração de glucose no sangue. Esta poderá ocorrer por uma produção inadequada de insulina por parte do pâncreas (diabetes mellitus tipo 1) ou pela resistência do organismo à ação da insulina produzida (diabetes mellitus tipo 2). Esta doença tem implicações a nível do sistema vascular e está associada a diversas complicações como doença cardíaca isquémica, nefropatias, doenças cerebrovasculares, doença arterial periférica, alterações nos processos inflamatórios e no sistema imunitário, entre muitas outras. Diabéticos podem também apresentar inúmeras complicações orais como um compromisso a nível do periodonto ou alterações no metabolismo de reparação óssea. Existem diversos estudos com conclusões divergentes no que diz respeito à influência da diabetes na reabilitação oral com implantes. Esta revisão pretende assim centrar-se na avaliação da taxa de sobrevivência dos implantes em doentes diabéticos. Os estudos analisados ao longo deste trabalho concluem que diabéticos metabolicamente controlados podem usufruir de uma reabilitação oral com implantes, continuando esta a ser uma solução viável. A hemoglobina glicosilada é um parâmetro fundamental e que permite compreender se estamos perante um paciente controlado e dentro dos valores desejáveis para este tipo de reabilitação. Ainda assim, existem fatores a ter em atenção nestes pacientes como atrasos nos processos de cicatrização e maior risco de infeção pós-operatória que podem, quando não devidamente conhecidos e controlados, influenciar e interferir com o tratamento. Desta forma, é fundamental o conhecimento de toda a história clínica dos doentes bem como a realização de exames laboratoriais para garantir que estão reunidas as condições necessárias à realização deste procedimento. |
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