Publicação
Cirurgia oral em pacientes submetidos a radioterapia de cabeça e pescoço
| Resumo: | As alterações orais malígnas estão entre os tipos de cancro que mais afetam a população, das quais, aproximadamente, 3,6% de todos os cancros atingem as regiões orais e faríngeas e assim ocupam a posição de sexto mais comum no mundo (Balermpas et al., 2022). A cirurgia oral em pacientes irradiados de cabeça e pescoço ainda é um desafio para a medicina dentária, visto que a radiação ionizante afeta a capacidade de cicatrização dos tecidos. Entre as principais preocupações do médico dentista no momento de realizar esse procedimento está: anatomia alterada por possíveis cirurgias resultantes do tratamento oncológico, complicações na osseointegração e osteorradionecrose. Protocolos clínicos de tratamento dentário pré-radioterapia existem numa tentativa de minimizar o aparecimento de complicações. Estudos mostram a possibilidade de realizar com sucesso intervenções pós-radioterapia, porém atualmente ainda se defende a realização de um tratamento dentário antes do processo de ionização. As terapias ionizantes sofreram mudanças, tornaram-se menos agressivas pela introdução da técnica de Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) e alterações como osteorradionecrose se tornam cada vez menos frequentes. O sucesso ou fracasso do procedimento cirúrgico está relacionado à quantidade de radiação a qual a região foi submetida, a protocolos realizados durante os procedimentos cirúrgicos, às comorbidades presentes e também aos cuidados e hábitos do paciente. A presente revisão narrativa realça aspetos gerais do paciente irradiado de cabeça e pescoço e procedimentos adequados ao manejo em cirurgia oral desse paciente. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de busca científica Pubmed, Lilacs, Medline e SciELO, nos idiomas português e inglês, dos últimos 10 anos. |
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| Autores principais: | Souza, Luiza Helainne Pontes Narciso De |
| Assunto: | Cirurgia oral Radioterapia Osteorradionecrose Reabilitação oral |
| Ano: | 2024 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | As alterações orais malígnas estão entre os tipos de cancro que mais afetam a população, das quais, aproximadamente, 3,6% de todos os cancros atingem as regiões orais e faríngeas e assim ocupam a posição de sexto mais comum no mundo (Balermpas et al., 2022). A cirurgia oral em pacientes irradiados de cabeça e pescoço ainda é um desafio para a medicina dentária, visto que a radiação ionizante afeta a capacidade de cicatrização dos tecidos. Entre as principais preocupações do médico dentista no momento de realizar esse procedimento está: anatomia alterada por possíveis cirurgias resultantes do tratamento oncológico, complicações na osseointegração e osteorradionecrose. Protocolos clínicos de tratamento dentário pré-radioterapia existem numa tentativa de minimizar o aparecimento de complicações. Estudos mostram a possibilidade de realizar com sucesso intervenções pós-radioterapia, porém atualmente ainda se defende a realização de um tratamento dentário antes do processo de ionização. As terapias ionizantes sofreram mudanças, tornaram-se menos agressivas pela introdução da técnica de Radioterapia de Intensidade Modulada (IMRT) e alterações como osteorradionecrose se tornam cada vez menos frequentes. O sucesso ou fracasso do procedimento cirúrgico está relacionado à quantidade de radiação a qual a região foi submetida, a protocolos realizados durante os procedimentos cirúrgicos, às comorbidades presentes e também aos cuidados e hábitos do paciente. A presente revisão narrativa realça aspetos gerais do paciente irradiado de cabeça e pescoço e procedimentos adequados ao manejo em cirurgia oral desse paciente. O levantamento bibliográfico foi realizado nas bases de busca científica Pubmed, Lilacs, Medline e SciELO, nos idiomas português e inglês, dos últimos 10 anos. |
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