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Carcinoma odontogénico de células claras : uma revisão narrativa

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Resumo:Em 2018, a população europeia possuía 23.4% de todos os casos de cancro e 20.3% de todas as mortes por cancro a nível mundial, apesar de ter apenas 9% da sua população (Bray et al., 2018). Também em 2018, o cancro da cabeça e pescoço, foi classificado como o sétimo mais prevalente, entre todos os tipos de cancro (Laura & Chow, 2020). O cancro oral pode afetar todas as áreas da cavidade oral incluindo a língua, lábios, crista alveolar, mucosa oral e pavimento da boca, estando o prognóstico dependente da localização. No que diz respeito a todos os cancros orais, os que se apresentam no pavimento da boca têm o prognóstico mais reservado pelo seu difícil diagnóstico e elevado risco de recorrência, devido à proximidade com estruturas anatómicas vitais (Candia et al., 2016; Yang et al., 2021). O tratamento do cancro oral pode ser resseção cirúrgica com reconstrução imediata após a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, no entanto o seu uso simultâneo é controverso. A primeira hipótese é a que deve ser adotada maioritariamente (Yang et al., 2021). As Células Claras (CC) podem ser o resultado de diferentes processos incluindo degeneração de organelos celulares, ou acumulação de substâncias intracelulares, mais frequente a presença de glicogénio, mas por vezes mucopolissacarídeos, mucinas, lípidos ou corpos estranhos (Woods et al., 2017). Na região da cabeça e pescoço, as CC são encontradas maioritariamente nos tumores das glândulas salivares, mas também podem ser observados em tumores escamosos ou de origem epitelial odontogénica, carcinoma metastático ou primário, lesões melanóticas malignas ou benignas, tumores mesenquimatosos malignos ou benignos (Loyola et al., 2015; Woods et al., 2017). O diagnóstico deste tumor é complexo, e o facto de não ser comum juntamente à pouca informação existente, leva a que este tumor seja mal diagnosticado. A contribuição da biologia molecular e da histologia é significativa para a realização de um diagnóstico correto (Hadj Saïd et al., 2017).
Autores principais:Nogueira, André José Calvinho
Assunto:Carcinoma odontogénico de células claras Tumor odontogénico de células claras Tumor maligno Histologia
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:Em 2018, a população europeia possuía 23.4% de todos os casos de cancro e 20.3% de todas as mortes por cancro a nível mundial, apesar de ter apenas 9% da sua população (Bray et al., 2018). Também em 2018, o cancro da cabeça e pescoço, foi classificado como o sétimo mais prevalente, entre todos os tipos de cancro (Laura & Chow, 2020). O cancro oral pode afetar todas as áreas da cavidade oral incluindo a língua, lábios, crista alveolar, mucosa oral e pavimento da boca, estando o prognóstico dependente da localização. No que diz respeito a todos os cancros orais, os que se apresentam no pavimento da boca têm o prognóstico mais reservado pelo seu difícil diagnóstico e elevado risco de recorrência, devido à proximidade com estruturas anatómicas vitais (Candia et al., 2016; Yang et al., 2021). O tratamento do cancro oral pode ser resseção cirúrgica com reconstrução imediata após a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia, no entanto o seu uso simultâneo é controverso. A primeira hipótese é a que deve ser adotada maioritariamente (Yang et al., 2021). As Células Claras (CC) podem ser o resultado de diferentes processos incluindo degeneração de organelos celulares, ou acumulação de substâncias intracelulares, mais frequente a presença de glicogénio, mas por vezes mucopolissacarídeos, mucinas, lípidos ou corpos estranhos (Woods et al., 2017). Na região da cabeça e pescoço, as CC são encontradas maioritariamente nos tumores das glândulas salivares, mas também podem ser observados em tumores escamosos ou de origem epitelial odontogénica, carcinoma metastático ou primário, lesões melanóticas malignas ou benignas, tumores mesenquimatosos malignos ou benignos (Loyola et al., 2015; Woods et al., 2017). O diagnóstico deste tumor é complexo, e o facto de não ser comum juntamente à pouca informação existente, leva a que este tumor seja mal diagnosticado. A contribuição da biologia molecular e da histologia é significativa para a realização de um diagnóstico correto (Hadj Saïd et al., 2017).