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Análise comparativa da precisão do diagnóstico de um software de inteligência artificial e médicos dentistas na avaliação de cáries (utilizando o índice CPO-D) e lesões periapicais em radiografias panorâmicas

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Summary:Introdução: A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante e começa a ganhar espaço ao lado do clínico na análise de ortopantomografias (radiografias panorâmicas). Contudo, antes de a adoptarmos, é imperativo demonstrar, segundo padrões da medicina dentária baseada na evidência, que a balança pende a favor do benefício clínico e não dos custos ou dos riscos éticos. Objetivos: Comparar a precisão de diagnóstico de cárie dentária e lesões apicais entre um software de inteligência artificial (IA) e médicos dentistas com mais de 5 anos de experiência. Materiais e Métodos: Foram analisadas 200 ortopantomografias digitais de adultos, com qualidade técnica elevada, obtidas entre setembro de 2024 e dezembro de 2024. Três médicos dentistas experientes avaliaram cada imagem e definiram por consenso a referência diagnóstica. As mesmas imagens foram processadas pelo software WeDiagnostix (modos Sensível – WD-S e Ótimo – WD-O), sendo calculadas sensibilidade, especificidade, valores preditivos, precisão, F1-score, AUC e κ de Cohen. Resultados: Os médicos dentistas mostraram concordância substancial (κ = 0,75). Para cáries, o WD-S atingiu 85,3 % de sensibilidade e 88,7 % de especificidade (AUC 0,870). O WD-O trocou sensibilidade (55,5 %) por especificidade quase total (99,0 %), mantendo exactidão de 96,2 % (AUC 0,773). No reconhecimento de lesões apicais, o WD-S registou 88,2 % de sensibilidade e 95,9 % de especificidade (AUC 0,920), enquanto o WD-O apresentou 75,0 % e 99,2 %, respectivamente, com exactidão de 98,9 % (AUC 0,871). Conclusão: O software de IA, especialmente no modo Ótimo (WD-O), apresentou elevada precisão, especificidade e valor preditivo positivo, sendo comparável ao desempenho de médicos dentistas experientes. Já o modo Sensível (WD-S) revelou maior sensibilidade, à custa de mais falsos positivos. Assim, sugere-se que o software tem precisão diagnóstica equivalente ou superior à dos médicos experientes na deteção de cáries e lesões apicais.
Main Authors:Costa, Diogo de Almeida
Subject:Inteligência artifical Cárie dentária Diagnóstico Lesões periapicais
Year:2025
Country:Portugal
Document type:master thesis
Access type:embargoed access
Associated institution:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Language:Portuguese
Origin:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Description
Summary:Introdução: A inteligência artificial (IA) deixou de ser uma promessa distante e começa a ganhar espaço ao lado do clínico na análise de ortopantomografias (radiografias panorâmicas). Contudo, antes de a adoptarmos, é imperativo demonstrar, segundo padrões da medicina dentária baseada na evidência, que a balança pende a favor do benefício clínico e não dos custos ou dos riscos éticos. Objetivos: Comparar a precisão de diagnóstico de cárie dentária e lesões apicais entre um software de inteligência artificial (IA) e médicos dentistas com mais de 5 anos de experiência. Materiais e Métodos: Foram analisadas 200 ortopantomografias digitais de adultos, com qualidade técnica elevada, obtidas entre setembro de 2024 e dezembro de 2024. Três médicos dentistas experientes avaliaram cada imagem e definiram por consenso a referência diagnóstica. As mesmas imagens foram processadas pelo software WeDiagnostix (modos Sensível – WD-S e Ótimo – WD-O), sendo calculadas sensibilidade, especificidade, valores preditivos, precisão, F1-score, AUC e κ de Cohen. Resultados: Os médicos dentistas mostraram concordância substancial (κ = 0,75). Para cáries, o WD-S atingiu 85,3 % de sensibilidade e 88,7 % de especificidade (AUC 0,870). O WD-O trocou sensibilidade (55,5 %) por especificidade quase total (99,0 %), mantendo exactidão de 96,2 % (AUC 0,773). No reconhecimento de lesões apicais, o WD-S registou 88,2 % de sensibilidade e 95,9 % de especificidade (AUC 0,920), enquanto o WD-O apresentou 75,0 % e 99,2 %, respectivamente, com exactidão de 98,9 % (AUC 0,871). Conclusão: O software de IA, especialmente no modo Ótimo (WD-O), apresentou elevada precisão, especificidade e valor preditivo positivo, sendo comparável ao desempenho de médicos dentistas experientes. Já o modo Sensível (WD-S) revelou maior sensibilidade, à custa de mais falsos positivos. Assim, sugere-se que o software tem precisão diagnóstica equivalente ou superior à dos médicos experientes na deteção de cáries e lesões apicais.