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Comparação entre a técnica local infiltrativa e locoregional para anestesia dos molares mandibulares

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Detalhes bibliográficos
Resumo:A invenção da anestesia teve um impacto revolucionário na medicina. No século XVI, o cirurgião francês Ambroise Paré utilizou álcool e ópio para aliviar a dor dos pacientes. Em 1884, químicos descobriram a primeira anestesia local; a aplicação de cocaína por meio de injeção. Em 1943, os químicos Nils Löfgren e Bengt Lundquist propuseram o uso da lidocaína como anestésico local, uma técnica que ainda é amplamente empregada em medicina. Os anestésicos locais são os medicamentos mais utilizados na medicina dentária. Estima-se que um dentista utilize, em média, 1.500 anestubos por ano. No entanto, a técnica de infiltração local com lidocaína apresenta limitações em certas áreas da cavidade oral, como a região posterior da mandíbula, onde o osso cortical mais espesso dificulta a difusão adequada da anestesia. Nessas situações, recorre-se à técnica de anestesia locorregional, que consiste na injeção próxima ao tronco nervoso principal, bloqueando a condução nervosa nos ramos colaterais e terminais. Mas a anestesia locorregional apresenta mais riscos, tais como uma injeção inadequada de anestésicos devido ao posicionamento inadequado da agulha, injeção intravascular, resultando em hematoma, lesão nervosa. Um estudo revelou uma taxa de falha de 20-25% no bloqueio do nervo alveolar inferior. Diante disso, surgiu uma alternativa: o uso de anestesia local infiltrativa com a articaína, uma molécula de maior potencial anestésico. A articaína, sintetizada pela primeira vez em 1969, possui uma estrutura química diferente da lidocaína, o que aumenta sua solubilidade lipídica, proporcionando um início de ação mais prolongado e uma toxicidade reduzida para o paciente, permitindo o aumento da dose durante a cirurgia. O objetivo deste trabalho é comparar a eficácia, as vantagens e as desvantagens das técnicas de anestesia local infiltrativa e locorregional para anestesiar os molares mandibulares. Serão avaliados os resultados presentes na literatura em relação à dor no local da injeção, tempo de latência da anestesia, quantidade de anestésico necessário e complicações associadas a cada técnica.
Autores principais:Viel, Marie Madeleine
Assunto:Anestesia Molares mandibulares Infiltrativa Loco regional
Ano:2023
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso embargado
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:A invenção da anestesia teve um impacto revolucionário na medicina. No século XVI, o cirurgião francês Ambroise Paré utilizou álcool e ópio para aliviar a dor dos pacientes. Em 1884, químicos descobriram a primeira anestesia local; a aplicação de cocaína por meio de injeção. Em 1943, os químicos Nils Löfgren e Bengt Lundquist propuseram o uso da lidocaína como anestésico local, uma técnica que ainda é amplamente empregada em medicina. Os anestésicos locais são os medicamentos mais utilizados na medicina dentária. Estima-se que um dentista utilize, em média, 1.500 anestubos por ano. No entanto, a técnica de infiltração local com lidocaína apresenta limitações em certas áreas da cavidade oral, como a região posterior da mandíbula, onde o osso cortical mais espesso dificulta a difusão adequada da anestesia. Nessas situações, recorre-se à técnica de anestesia locorregional, que consiste na injeção próxima ao tronco nervoso principal, bloqueando a condução nervosa nos ramos colaterais e terminais. Mas a anestesia locorregional apresenta mais riscos, tais como uma injeção inadequada de anestésicos devido ao posicionamento inadequado da agulha, injeção intravascular, resultando em hematoma, lesão nervosa. Um estudo revelou uma taxa de falha de 20-25% no bloqueio do nervo alveolar inferior. Diante disso, surgiu uma alternativa: o uso de anestesia local infiltrativa com a articaína, uma molécula de maior potencial anestésico. A articaína, sintetizada pela primeira vez em 1969, possui uma estrutura química diferente da lidocaína, o que aumenta sua solubilidade lipídica, proporcionando um início de ação mais prolongado e uma toxicidade reduzida para o paciente, permitindo o aumento da dose durante a cirurgia. O objetivo deste trabalho é comparar a eficácia, as vantagens e as desvantagens das técnicas de anestesia local infiltrativa e locorregional para anestesiar os molares mandibulares. Serão avaliados os resultados presentes na literatura em relação à dor no local da injeção, tempo de latência da anestesia, quantidade de anestésico necessário e complicações associadas a cada técnica.