Publicação
Complicações cardiovasculares associadas ao bruxismo do sono
| Resumo: | Em 2013, segundo Lobbezoo et al. obteve-se um consenso sobre uma definição de bruxismo, assim é a atividade muscular mastigatória repetitiva caracterizada por apertar ou ranger dos dentes e/ou por contrair ou empurrar da mandíbula, e foi especificado como bruxismo do sono ou bruxismo de vígilia, dependendo das manifestações circadianas distintas (Lobbezoo et al., 2018). O bruxismo do sono foi referido em 2005 pela International Classification of Sleep Disorders, como atividade oral relacionada com o mesmo, caracterizada pelo ranger e apertar dos dentes durante o sono e, associado a microdespertares (Lavigne et al., 2008). No Consenso de 2018, salienta que o bruxismo pode estar associado a determinadas condições específicas, como é o Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e/ou outras alterações do sono (insónia e estados de hiper vigília) ou a sintomas como a xerostomia, sem que haja necessariamente uma relação causa-efeito (Lobbezoo et al., 2018). Uma disfunção do sistema nervoso autónomo pode estar relacionada a uma excitação durante o sono sendo causa subjacente das implicações cardiovasculares do bruxismo do sono (Zrabkowska et al., 2021). O objetivo principal desta revisão é investigar nos artigos publicados uma possível correlação entre as doenças cardiovasculares e o bruxismo do sono. Colocando-se questões como: São os pacientes com diagnóstico de bruxismo do sono com risco cardiovascular aumentado em comparação a pacientes sem bruxismo? Ou haverá necessidade de desenvolver uma nova abordagem para as consequências do bruxismo do sono? Na maioria da literatura disponível foi possível observar através de evidências um mecanismo patológico que liga o bruxismo do sono com um aumento da atividade simpática e consequentemente a um aumento da variabilidade da frequência cardíaca, do processo inflamatório, do stress oxidativo, da remodelação endotelial e dos distúrbios hormonais, levando a uma hipertensão arterial assim como a possibilidade de outras complicações cardiovasculares (Zrabkowska et al.,2021). |
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| Autores principais: | Silva, Cátia Pinto da |
| Assunto: | Bruxismo Bruxismo do sono Risco cardiovascular Doenças cardiovasculares |
| Ano: | 2023 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Em 2013, segundo Lobbezoo et al. obteve-se um consenso sobre uma definição de bruxismo, assim é a atividade muscular mastigatória repetitiva caracterizada por apertar ou ranger dos dentes e/ou por contrair ou empurrar da mandíbula, e foi especificado como bruxismo do sono ou bruxismo de vígilia, dependendo das manifestações circadianas distintas (Lobbezoo et al., 2018). O bruxismo do sono foi referido em 2005 pela International Classification of Sleep Disorders, como atividade oral relacionada com o mesmo, caracterizada pelo ranger e apertar dos dentes durante o sono e, associado a microdespertares (Lavigne et al., 2008). No Consenso de 2018, salienta que o bruxismo pode estar associado a determinadas condições específicas, como é o Síndrome da Apneia Obstrutiva do Sono (SAOS) e/ou outras alterações do sono (insónia e estados de hiper vigília) ou a sintomas como a xerostomia, sem que haja necessariamente uma relação causa-efeito (Lobbezoo et al., 2018). Uma disfunção do sistema nervoso autónomo pode estar relacionada a uma excitação durante o sono sendo causa subjacente das implicações cardiovasculares do bruxismo do sono (Zrabkowska et al., 2021). O objetivo principal desta revisão é investigar nos artigos publicados uma possível correlação entre as doenças cardiovasculares e o bruxismo do sono. Colocando-se questões como: São os pacientes com diagnóstico de bruxismo do sono com risco cardiovascular aumentado em comparação a pacientes sem bruxismo? Ou haverá necessidade de desenvolver uma nova abordagem para as consequências do bruxismo do sono? Na maioria da literatura disponível foi possível observar através de evidências um mecanismo patológico que liga o bruxismo do sono com um aumento da atividade simpática e consequentemente a um aumento da variabilidade da frequência cardíaca, do processo inflamatório, do stress oxidativo, da remodelação endotelial e dos distúrbios hormonais, levando a uma hipertensão arterial assim como a possibilidade de outras complicações cardiovasculares (Zrabkowska et al.,2021). |
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