Publicação
Infeções fúngicas invasivas nas unidades de cuidados intensivos
| Resumo: | As Infeções Fúngicas Invasivas (IFI) são um problema crescente sobretudo nos doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e estão associadas a elevados índices de mortalidade. São vários os fatores de risco relacionados com os cuidados prestados nas UCI, destacando-se a nutrição parental total, a ventilação mecânica, a cirurgia, entre outros. Os agentes etiológicos mais comumente envolvidos neste tipo de infeções são as espécies Candida, sobretudo a espécie C. albicans. Contundo, nos últimos anos tem-se verificado um aumento do número de IFI por espécies não- albicans, por fungos filamentosos do género Aspergillus e Mucorales. O diagnóstico padrão continua a ser realizado com base em metodologias tradicionais, apesar das inúmeras desvantagens que apresentam. Novos métodos não invasivos e mais precisos desenvolvidos recentemente consistem essencialmente na determinação de constituintes da parede celular, em técnicas moleculares, em ensaios imunocromatográficos e em espectrometria de massa. O arsenal antifúngico disponível atualmente resume-se a três classes de fármacos, os polienos, os triazois e as equinocandinas, no entanto novas moléculas promissoras têm sido desenvolvidas. Outras estratégias de tratamento estudadas passam pela combinação de tratamentos, pelo tratamento profilático, preventivo ou empírico. A imunoterapia com recurso a citoquinas pró-inflamatórias e fatores de estimulação de colónias, bem como o desenvolvimento de vacinas experimentais também têm sido objeto de investigação. A implementação de medidas preventivas desempenha um papel de grande relevância, na medida em que a maioria destas infeções são adquiridas em unidades de saúde. |
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| Autores principais: | Alves, Liliana Sofia Guia |
| Assunto: | Infeções fúngicas invasivas Unidades de cuidados intensivos Diagnóstico Tratamento |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | As Infeções Fúngicas Invasivas (IFI) são um problema crescente sobretudo nos doentes internados nas Unidades de Cuidados Intensivos (UCI) e estão associadas a elevados índices de mortalidade. São vários os fatores de risco relacionados com os cuidados prestados nas UCI, destacando-se a nutrição parental total, a ventilação mecânica, a cirurgia, entre outros. Os agentes etiológicos mais comumente envolvidos neste tipo de infeções são as espécies Candida, sobretudo a espécie C. albicans. Contundo, nos últimos anos tem-se verificado um aumento do número de IFI por espécies não- albicans, por fungos filamentosos do género Aspergillus e Mucorales. O diagnóstico padrão continua a ser realizado com base em metodologias tradicionais, apesar das inúmeras desvantagens que apresentam. Novos métodos não invasivos e mais precisos desenvolvidos recentemente consistem essencialmente na determinação de constituintes da parede celular, em técnicas moleculares, em ensaios imunocromatográficos e em espectrometria de massa. O arsenal antifúngico disponível atualmente resume-se a três classes de fármacos, os polienos, os triazois e as equinocandinas, no entanto novas moléculas promissoras têm sido desenvolvidas. Outras estratégias de tratamento estudadas passam pela combinação de tratamentos, pelo tratamento profilático, preventivo ou empírico. A imunoterapia com recurso a citoquinas pró-inflamatórias e fatores de estimulação de colónias, bem como o desenvolvimento de vacinas experimentais também têm sido objeto de investigação. A implementação de medidas preventivas desempenha um papel de grande relevância, na medida em que a maioria destas infeções são adquiridas em unidades de saúde. |
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