Publicação
Correlação entre variáveis cefalométricas e o trespasse vertical
| Resumo: | Objetivo: As más oclusões verticais têm, por vezes, subjacentes alterações esqueléticas. O objetivo deste trabalho é identificar as variáveis cefalométricas com maior potencial preditivo do trespasse vertical. Materiais e métodos: Foram selecionadas, dos processos da consulta de ortodontia da Clínica Dentária Egas Moniz, 90 telerradiografias laterais e formaram-se 3 grupos de estudo: grupo controlo (n=30) com trespasse vertical normal, grupo de estudo 1 (n=30) com trespasse vertical diminuído e grupo de estudo 2 (n=30) com trespasse vertical aumentado. Com recurso ao programa NemoStudio®, foram realizadas análises cefalométricas e obtidos os valores de 17 variáveis cefalométricas. Os dados foram tratados estatisticamente pelo programa IBM SPSS® Statistics, utilizando os testes de correlação de Spearman, ANOVA e Tukey. Resultados: A variável cefalométrica “ângulo entre o plano AB e o plano mandibular” apresentou uma correlação muito forte (0,705) com o trespasse vertical. Também as variáveis “altura facial inferior” (CC=-0,578), “arco mandibular” (CC=0,548), “ângulo interincisivo” (CC=0,517), “ângulo goníaco” (CC=-0,565), “ângulo do plano mandibular” (CC=-0,501), “ângulo facial + ângulo do plano mandibular” (CC=-0,669), “ângulo do eixo facial + ângulo do plano mandibular” (CC=-0,541) e “ODI” (CC=0,610) apresentaram uma correlação forte com o trespasse vertical. Apenas o “ângulo entre o plano AB e o plano mandibular”, “ângulo do plano facial + ângulo do plano mandibular”, “ângulo do eixo facial + ângulo do plano mandibular” e “ODI” possibilitaram a diferenciação dos grupos de estudo, através da comparação de médias. Conclusão: A variável cefalométrica com maior potencial preditivo do trespasse vertical foi o “ângulo entre o plano AB e o plano mandibular” com um coeficiente de correlação muito forte (CC=0,705) e muito significativo (p≤0,01). |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Ana Rita Resendes Pires dos |
| Assunto: | Trespasse vertical Mordida aberta anterior Mordida profunda Análise cefalométrica |
| Ano: | 2019 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Objetivo: As más oclusões verticais têm, por vezes, subjacentes alterações esqueléticas. O objetivo deste trabalho é identificar as variáveis cefalométricas com maior potencial preditivo do trespasse vertical. Materiais e métodos: Foram selecionadas, dos processos da consulta de ortodontia da Clínica Dentária Egas Moniz, 90 telerradiografias laterais e formaram-se 3 grupos de estudo: grupo controlo (n=30) com trespasse vertical normal, grupo de estudo 1 (n=30) com trespasse vertical diminuído e grupo de estudo 2 (n=30) com trespasse vertical aumentado. Com recurso ao programa NemoStudio®, foram realizadas análises cefalométricas e obtidos os valores de 17 variáveis cefalométricas. Os dados foram tratados estatisticamente pelo programa IBM SPSS® Statistics, utilizando os testes de correlação de Spearman, ANOVA e Tukey. Resultados: A variável cefalométrica “ângulo entre o plano AB e o plano mandibular” apresentou uma correlação muito forte (0,705) com o trespasse vertical. Também as variáveis “altura facial inferior” (CC=-0,578), “arco mandibular” (CC=0,548), “ângulo interincisivo” (CC=0,517), “ângulo goníaco” (CC=-0,565), “ângulo do plano mandibular” (CC=-0,501), “ângulo facial + ângulo do plano mandibular” (CC=-0,669), “ângulo do eixo facial + ângulo do plano mandibular” (CC=-0,541) e “ODI” (CC=0,610) apresentaram uma correlação forte com o trespasse vertical. Apenas o “ângulo entre o plano AB e o plano mandibular”, “ângulo do plano facial + ângulo do plano mandibular”, “ângulo do eixo facial + ângulo do plano mandibular” e “ODI” possibilitaram a diferenciação dos grupos de estudo, através da comparação de médias. Conclusão: A variável cefalométrica com maior potencial preditivo do trespasse vertical foi o “ângulo entre o plano AB e o plano mandibular” com um coeficiente de correlação muito forte (CC=0,705) e muito significativo (p≤0,01). |
|---|