Publicação
Imunoterapia no cancro da mama
| Resumo: | O cancro da mama é o cancro mais comum no sexo feminino a nível mundial, havendo cerca de 1,7 milhões de novos casos todos os anos. O cancro da mama é uma neoplasia epitelial maligna, apresentando um potencial de metastização. A neoplasia da mama é caracterizada pela sua heterogeneidade apresentado vários tipos de cancro da mama. O tratamento padrão consiste na cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal, mas estas terapêuticas não são especificas provocando efeitos adversos graves e recaídas. Devido às limitações dos tratamentos tradicionais levou a pesquisa de novas estratégias de tratamento com maior especificidade. O sistema imunitário desempenha um papel fundamental no organismo, mantendo a homeostase, conferindo a capacidade de proteção contra agentes patogénicos. Posto isto, o sistema imunitário tem a competência no reconhecimento e controlo do crescimento tumoral. No entanto, o sistema imunitário tem uma dupla fase, podendo favorecer o crescimento tumoral inibindo o ambiente antitumoral. A este processo chama-se immunoediting. A imunoterapia tem a capacidade de estimular o sistema imunitário, de forma a destruir o tumor e impossibilitar recorrências. As células efetoras chave na imunoterapia são os linfócitos T citotóxicos, capazes de reconhecer e eliminar as células neoplásicas. Deste modo, a imunoterapia surgiu como uma terapêutica poderosa com elevada especificidade. Na imunoterapia existem diferentes abordagens como; os inibidores do checkpoint, vacinas e transferência de células adotivas. Na atualidade, já é utilizado concomitantemente a imunoterapia com a quimioterapia e várias combinações de imunoterapias. Apesar dos conhecimentos adquiridos neste momento, existe ainda um longo caminho a percorrer. Existem várias moléculas em desenvolvimento e a associação das diversas terapêuticas vai ser o futuro tratamento no cancro da mama. |
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| Autores principais: | Caetano, Cátia Sofia Laurência |
| Assunto: | Cancro da mama Sistema imunitário Imunoterapia |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | O cancro da mama é o cancro mais comum no sexo feminino a nível mundial, havendo cerca de 1,7 milhões de novos casos todos os anos. O cancro da mama é uma neoplasia epitelial maligna, apresentando um potencial de metastização. A neoplasia da mama é caracterizada pela sua heterogeneidade apresentado vários tipos de cancro da mama. O tratamento padrão consiste na cirurgia, radioterapia, quimioterapia e terapia hormonal, mas estas terapêuticas não são especificas provocando efeitos adversos graves e recaídas. Devido às limitações dos tratamentos tradicionais levou a pesquisa de novas estratégias de tratamento com maior especificidade. O sistema imunitário desempenha um papel fundamental no organismo, mantendo a homeostase, conferindo a capacidade de proteção contra agentes patogénicos. Posto isto, o sistema imunitário tem a competência no reconhecimento e controlo do crescimento tumoral. No entanto, o sistema imunitário tem uma dupla fase, podendo favorecer o crescimento tumoral inibindo o ambiente antitumoral. A este processo chama-se immunoediting. A imunoterapia tem a capacidade de estimular o sistema imunitário, de forma a destruir o tumor e impossibilitar recorrências. As células efetoras chave na imunoterapia são os linfócitos T citotóxicos, capazes de reconhecer e eliminar as células neoplásicas. Deste modo, a imunoterapia surgiu como uma terapêutica poderosa com elevada especificidade. Na imunoterapia existem diferentes abordagens como; os inibidores do checkpoint, vacinas e transferência de células adotivas. Na atualidade, já é utilizado concomitantemente a imunoterapia com a quimioterapia e várias combinações de imunoterapias. Apesar dos conhecimentos adquiridos neste momento, existe ainda um longo caminho a percorrer. Existem várias moléculas em desenvolvimento e a associação das diversas terapêuticas vai ser o futuro tratamento no cancro da mama. |
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