Publicação
Estudo do impacto causado na viabilidade celular pelos produtos da pirólise de Cannabis sativa L.
| Resumo: | A Cannabis sativa L., mais conhecida como marijuana, é uma planta com propriedades psicoativas. É a substância ilícita mais consumida do mundo e os compostos causadores dos efeitos psicoativos associados ao seu consumo são os canabinóides. Estes compostos são lipossolúveis e a sua ação a nível celular não está bem definida. Este trabalho experimental teve como como objetivo o estudo do impacto causado pelos produtos da pirólise de Cannabis sativa L., na viabilidade celular de neuroblastomas (células do sistema nervoso) da linha SH-SY5Y. Para mimetizar o modo como a planta é consumida, foi utilizado um sistema que reteve os compostos provenientes do fumo de Cannabis sativa L. em duas soluções distintas, uma aquosa (DMEM), e outra orgânica (metanol). Na segunda solução, identificaram-se por GC-MS (EI+), os canabinóides, e quantificou-se o THC total (THC+THCA) por HPLC-UV. A solução aquosa foi utiliza-da para perfazer as soluções finais do ensaio de viabilidade celular, que consistiu em expor as células (previamente cultivadas e tratadas) a oito concentrações diferentes de canabinóides provenientes da pirólise da Cannabis sativa L., durante 24 horas. Posteriormente foi lida a viabilidade celular para cada concentração estudada, através do méto-do colorimétrico com MTT. Na solução metanólica dos produtos de pirólise de Cannabis sativa L. identificou-se, por GC-MS (EI+), o Δ1-THC sililado, o Δ8-THC, o Δ9-THC, o Δ9-tetrahidrocanabivarin, o canabinol, o canabiciclol e o canabicromeno. Quantificaram-se, por HPLC-UV, na mesma amostra, cerca de 15,5mg de THC total. Os neuroblastomas expostos às sete soluções-amostra menos concentradas, apresentaram 80% de viabilidade celular. Quando expostas à solução-amostra mais concentrada, todas as células morreram. Concluiu-se que os 20% de morte celular verificados nas concentrações mais baixas deveram-se aos compostos do fumo de Cannabis sativa L. presentes na solução aquosa, constituinte das soluções-amostra. Os canabinóides só parecem induzir morte celular a partir de concentrações superiores a 0,1mg/mL. |
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| Autores principais: | Santos, João Nuno Pimentel Martins dos |
| Assunto: | Cannabis sativa L. Produtos de pirólise Canabinóides Viabilidade celular |
| Ano: | 2014 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | A Cannabis sativa L., mais conhecida como marijuana, é uma planta com propriedades psicoativas. É a substância ilícita mais consumida do mundo e os compostos causadores dos efeitos psicoativos associados ao seu consumo são os canabinóides. Estes compostos são lipossolúveis e a sua ação a nível celular não está bem definida. Este trabalho experimental teve como como objetivo o estudo do impacto causado pelos produtos da pirólise de Cannabis sativa L., na viabilidade celular de neuroblastomas (células do sistema nervoso) da linha SH-SY5Y. Para mimetizar o modo como a planta é consumida, foi utilizado um sistema que reteve os compostos provenientes do fumo de Cannabis sativa L. em duas soluções distintas, uma aquosa (DMEM), e outra orgânica (metanol). Na segunda solução, identificaram-se por GC-MS (EI+), os canabinóides, e quantificou-se o THC total (THC+THCA) por HPLC-UV. A solução aquosa foi utiliza-da para perfazer as soluções finais do ensaio de viabilidade celular, que consistiu em expor as células (previamente cultivadas e tratadas) a oito concentrações diferentes de canabinóides provenientes da pirólise da Cannabis sativa L., durante 24 horas. Posteriormente foi lida a viabilidade celular para cada concentração estudada, através do méto-do colorimétrico com MTT. Na solução metanólica dos produtos de pirólise de Cannabis sativa L. identificou-se, por GC-MS (EI+), o Δ1-THC sililado, o Δ8-THC, o Δ9-THC, o Δ9-tetrahidrocanabivarin, o canabinol, o canabiciclol e o canabicromeno. Quantificaram-se, por HPLC-UV, na mesma amostra, cerca de 15,5mg de THC total. Os neuroblastomas expostos às sete soluções-amostra menos concentradas, apresentaram 80% de viabilidade celular. Quando expostas à solução-amostra mais concentrada, todas as células morreram. Concluiu-se que os 20% de morte celular verificados nas concentrações mais baixas deveram-se aos compostos do fumo de Cannabis sativa L. presentes na solução aquosa, constituinte das soluções-amostra. Os canabinóides só parecem induzir morte celular a partir de concentrações superiores a 0,1mg/mL. |
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