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Biomarcadores de stress oxidativo

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Resumo:A formação de espécies reativas de oxigénio (ROS) é a principal responsável pela ocorrência de danos celulares no organismo. Estas espécies reativas são geralmente controladas pela presença de espécies antioxidantes, que ajudam a manter o equilíbrio do ambiente. Contudo, quando a ação das espécies antioxidantes para com as ROS já não é eficaz ocorre um desequilíbrio homeostático por aumento de espécies reativas, dando assim origem ao aparecimento de um mecanismo denominado de stress oxidativo. O mecanismo de stress oxidativo pode ser desencadeado por diversos fatores, sendo eles exógenos (radiações ultravioleta, temperaturas altas, químicos e da alimentação) ou endógenos (ação mitocondrial), que independentemente do tipo de fonte, vão ter uma ação prejudicial para o ser vivo. A principal ação destas espécies reativas de oxigénio consiste no ataque a diversas moléculas importantes do organismo, nomeadamente, a lípidos, proteínas e ao ácido desoxirribonucleico (DNA), que ao interferirem com estas moléculas vão comprometer o seu bom funcionamento, provocando danos graves nas células e, por conseguinte, o aparecimento de um vasto leque de patologias. De modo a perceber o mecanismo de ação das ROS é necessário recorrer a metodologias analíticas e amostras biológicas específicas para efetuar a sua deteção e análise. Porém, devido à instabilidade e reatividade característica destas espécies, torna-se impossível a sua medição e, consequentemente, a perceção da extensão do dano oxidativo causado. Assim, a utilização de biomarcadores de stress oxidativo torna-se uma opção viável para contornar o problema de análise das espécies reativas de oxigénio, uma vez que estes marcadores biológicos são moléculas mais estáveis, específicas e sensíveis com a capacidade de serem mensuráveis, e desse modo úteis para a compreensão da ação do stress oxidativo no organismo.
Autores principais:Simões, Stephanie Morgado
Assunto:Espécies reativas de oxigénio Stress oxidativo Dano oxidativo Biomarcadores de stress oxidativo
Ano:2017
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:A formação de espécies reativas de oxigénio (ROS) é a principal responsável pela ocorrência de danos celulares no organismo. Estas espécies reativas são geralmente controladas pela presença de espécies antioxidantes, que ajudam a manter o equilíbrio do ambiente. Contudo, quando a ação das espécies antioxidantes para com as ROS já não é eficaz ocorre um desequilíbrio homeostático por aumento de espécies reativas, dando assim origem ao aparecimento de um mecanismo denominado de stress oxidativo. O mecanismo de stress oxidativo pode ser desencadeado por diversos fatores, sendo eles exógenos (radiações ultravioleta, temperaturas altas, químicos e da alimentação) ou endógenos (ação mitocondrial), que independentemente do tipo de fonte, vão ter uma ação prejudicial para o ser vivo. A principal ação destas espécies reativas de oxigénio consiste no ataque a diversas moléculas importantes do organismo, nomeadamente, a lípidos, proteínas e ao ácido desoxirribonucleico (DNA), que ao interferirem com estas moléculas vão comprometer o seu bom funcionamento, provocando danos graves nas células e, por conseguinte, o aparecimento de um vasto leque de patologias. De modo a perceber o mecanismo de ação das ROS é necessário recorrer a metodologias analíticas e amostras biológicas específicas para efetuar a sua deteção e análise. Porém, devido à instabilidade e reatividade característica destas espécies, torna-se impossível a sua medição e, consequentemente, a perceção da extensão do dano oxidativo causado. Assim, a utilização de biomarcadores de stress oxidativo torna-se uma opção viável para contornar o problema de análise das espécies reativas de oxigénio, uma vez que estes marcadores biológicos são moléculas mais estáveis, específicas e sensíveis com a capacidade de serem mensuráveis, e desse modo úteis para a compreensão da ação do stress oxidativo no organismo.