Publicação
Dependência alcoólica : abordagens terapêuticas
| Resumo: | A dependência alcoólica é um transtorno mental crónico com consequências físicas, mentais e sociais que prevalece desde a Antiguidade. Por ser fator e cofator de inúmeras doenças o consumo de álcool é das principais causas de morte a nível mundial, estando os óbitos a ele associados na sua maioria a jovens adultos e mais prevalentes em homens. As consequências nefastas do álcool para a saúde manifestam-se de maneira diferente em homens e mulheres, pois devido à constituição anatómica, a absorção, metabolização e distribuição do álcool é diferente. Assim a mulher é mais sensível ao álcool e por isso fica alcoolizada com menores quantidades comparativamente com os homens. Existem também mutações nos genes ADH e ADLH usados na metabolização do álcool, que estão associados à proteção ou maior risco de intoxicação pelo álcool. O diagnóstico da dependência é realizado por equipas multidisciplinares, de acordo com guidelines específicas e globalmente uniformes, sendo utilizado maioritariamente o questionário AUDIT. De modo a cobrir todos os aspetos nos quais o álcool interfere na vida do doente o tratamento é feito maioritariamente em duas áreas, farmacologicamente e psicologicamente. Farmacologicamente existem apenas três substâncias aprovadas para uso na dependência alcoólica: dissulfiram, naltrexona e acamprosato. O dissulfiram não atua na química cerebral, mas sim por efeito psicológico, pelos efeitos adversos que este causa ao se consumir álcool concomitantemente. A naltrexona e o acamprosato atuam por inibirem o desejo e reduzirem a hiperexcitabilidade neuronal que leva ao consumo abusivo de álcool. Na área da psicologia são várias abordagens e modelos são usados entre as quais as mais conhecidas são: o ciclo da mudança e o grupo de autoajuda Alcoólicos Anónimos. O apoio de familiares, amigos ou pares durante o tratamento é determinante no seu sucesso, e deve ser mantido mesmo durante a fase de manutenção. |
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| Autores principais: | Santos, Diana Isabel Rodrigues dos |
| Assunto: | AUD Dependência Álcool Terapêutica |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | A dependência alcoólica é um transtorno mental crónico com consequências físicas, mentais e sociais que prevalece desde a Antiguidade. Por ser fator e cofator de inúmeras doenças o consumo de álcool é das principais causas de morte a nível mundial, estando os óbitos a ele associados na sua maioria a jovens adultos e mais prevalentes em homens. As consequências nefastas do álcool para a saúde manifestam-se de maneira diferente em homens e mulheres, pois devido à constituição anatómica, a absorção, metabolização e distribuição do álcool é diferente. Assim a mulher é mais sensível ao álcool e por isso fica alcoolizada com menores quantidades comparativamente com os homens. Existem também mutações nos genes ADH e ADLH usados na metabolização do álcool, que estão associados à proteção ou maior risco de intoxicação pelo álcool. O diagnóstico da dependência é realizado por equipas multidisciplinares, de acordo com guidelines específicas e globalmente uniformes, sendo utilizado maioritariamente o questionário AUDIT. De modo a cobrir todos os aspetos nos quais o álcool interfere na vida do doente o tratamento é feito maioritariamente em duas áreas, farmacologicamente e psicologicamente. Farmacologicamente existem apenas três substâncias aprovadas para uso na dependência alcoólica: dissulfiram, naltrexona e acamprosato. O dissulfiram não atua na química cerebral, mas sim por efeito psicológico, pelos efeitos adversos que este causa ao se consumir álcool concomitantemente. A naltrexona e o acamprosato atuam por inibirem o desejo e reduzirem a hiperexcitabilidade neuronal que leva ao consumo abusivo de álcool. Na área da psicologia são várias abordagens e modelos são usados entre as quais as mais conhecidas são: o ciclo da mudança e o grupo de autoajuda Alcoólicos Anónimos. O apoio de familiares, amigos ou pares durante o tratamento é determinante no seu sucesso, e deve ser mantido mesmo durante a fase de manutenção. |
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