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Intervenções do enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação na pessoa com demência

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Resumo:A demência caracteriza-se por um declínio progressivo das capacidades intelectuais e funcionamento da pessoa, incapacitando-a de se relacionar eficazmente com os outros e de ser autónoma nas suas atividades de vida diária. É considerada uma das principais causas de incapacidade e dependência do idoso a nível mundial, tendo grande impacto na qualidade de vida da pessoa, família e cuidador. Mais de 55 milhões de pessoas sofrem de demência, estimando-se um aumento para 132 milhões em 2050. É, portanto, uma prioridade de saúde pública e social pelo crescente número de casos de demência e impacto avassalador a nível físico, psicológico, social e económico. Face à problemática identificada, foi elaborado previamente um projeto de estágio, sendo definidos objetivos e planeadas atividades a desenvolver, no âmbito da reabilitação da pessoa com demência. O presente relatório apresenta a descrição e análise das atividades realizadas ao longo dos estágios para o desenvolvimento de competências, com vista à obtenção do título de enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação definido pela Ordem dos Enfermeiros, bem como a obtenção do grau de Mestre definidos pelos descritores de Dublin do 2º ciclo, permitindo minimizar o efeito da problemática. Assim, as intervenções do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação promotoras da reabilitação da pessoa com demência, nomeadamente exercício físico, atividade social, prevenção de quedas, reabilitação cognitiva, motivação e envolvimento do cuidador, são necessárias e fundamentais para prevenir e retardar a progressão da demência. Para tal, devem ser identificadas as consequências funcionais negativas da pessoa com demência e os seus fatores de risco, para ser possível a maximização da sua funcionalidade, bem-estar e qualidade de vida, conforme refere a Teoria das Consequências Funcionais de Carol Miller. Esta teoria sustentou toda a intervenção na prática clínica e no processo de tomada de decisão.
Autores principais:Soeiro, Filipa Alexandra Ferreira Gonçalves
Assunto:Enfermagem de reabilitação Demência Intervenção
Ano:2025
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:A demência caracteriza-se por um declínio progressivo das capacidades intelectuais e funcionamento da pessoa, incapacitando-a de se relacionar eficazmente com os outros e de ser autónoma nas suas atividades de vida diária. É considerada uma das principais causas de incapacidade e dependência do idoso a nível mundial, tendo grande impacto na qualidade de vida da pessoa, família e cuidador. Mais de 55 milhões de pessoas sofrem de demência, estimando-se um aumento para 132 milhões em 2050. É, portanto, uma prioridade de saúde pública e social pelo crescente número de casos de demência e impacto avassalador a nível físico, psicológico, social e económico. Face à problemática identificada, foi elaborado previamente um projeto de estágio, sendo definidos objetivos e planeadas atividades a desenvolver, no âmbito da reabilitação da pessoa com demência. O presente relatório apresenta a descrição e análise das atividades realizadas ao longo dos estágios para o desenvolvimento de competências, com vista à obtenção do título de enfermeiro especialista em enfermagem de reabilitação definido pela Ordem dos Enfermeiros, bem como a obtenção do grau de Mestre definidos pelos descritores de Dublin do 2º ciclo, permitindo minimizar o efeito da problemática. Assim, as intervenções do Enfermeiro Especialista em Enfermagem de Reabilitação promotoras da reabilitação da pessoa com demência, nomeadamente exercício físico, atividade social, prevenção de quedas, reabilitação cognitiva, motivação e envolvimento do cuidador, são necessárias e fundamentais para prevenir e retardar a progressão da demência. Para tal, devem ser identificadas as consequências funcionais negativas da pessoa com demência e os seus fatores de risco, para ser possível a maximização da sua funcionalidade, bem-estar e qualidade de vida, conforme refere a Teoria das Consequências Funcionais de Carol Miller. Esta teoria sustentou toda a intervenção na prática clínica e no processo de tomada de decisão.