Publicação
Efeito da variação de monómeros funcionais na formulação de novas resinas auto-adesivas : estudo de citotoxicidade
| Resumo: | Introdução: Avaliar e comparar a citotoxicidade de resinas compostas autoadesivas experimentais, formuladas com diferentes monómeros funcionais, pelo método indireto de extrato, às 24 horas, utilizando células do tipo préodontoblásticas (MDPC23). Métodos: Para o presente estudo foram formuladas 5 resinas autoadesivas, com variação do monómero funcional adesivo/surfactante. A mistura de resina líquida consistiu em dimetacrilato de uretano (UDMA) a 60 wt%, com adição de 24 wt% de dimetacrilato de trietilenoglicol (TEGDMA) como diluente. Em 4 dos 5 grupos experimentais foram adicionados 10 wt% de diferentes monómeros funcionais: 10MDP, GPDM, HEAA e HEMA. A última formulação, de controlo, teve 10 wt% adicionais de UDMA, sem monómero funcional. Foi adicionado ainda 1% de canforoquinona à fase líquida. A fase particulada incluiu vidros de bário e aluminossilicatos (1,5 μm e 0,4 μm) e nanopartículas de sílica. Os compósitos foram misturados numa proporção pólíquido de 1.2:1, com recurso a uma misturadora centrífuga. Cada resina foi introduzida em anéis de silicone do tipo ORing de dimensões padronizadas, procedendo-se de seguida à polimerização de 8 discos de resina por grupo experimental. Os discos foram esterilizados com recurso a radiação UV, tendo sido subsequentemente introduzidos no condicionamento de meio celular numa proporção de 1:1 (incubação 24 horas sob agitação). Foi utilizada uma cultura celular do tipo préodontoblastos (MDPC23) num ensaio de citotoxicidade de 3 (4,5Dimetiltiazol2yl) 2,5Difenil Tetrazolium (MTT) realizado 24h após a exposição das células aos extratos em diferentes concentrações, tendo sido posteriormente calculada a viabilidade celular. Resultados: Foram registadas diferenças entre os grupos estudados em concentrações abaixo de 100% (50, 25, 12,5 e 6,25%) e entre os grupos experimentais contendo HEMA e HEAA como monómeros funcionais. Conclusões: Todas as resinas autoadesivas testadas demonstraram desencadear respostas de citoxicidade, em concentrações elevadas, 24 horas após a administração dos extratos, sendo que este nível de toxicidade varia em função da formulação. |
|---|---|
| Autores principais: | Santos, Marta Freire Neves dos |
| Assunto: | Monómero funcional Auto-adesiva Resina composta Citotoxicidade |
| Ano: | 2022 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Introdução: Avaliar e comparar a citotoxicidade de resinas compostas autoadesivas experimentais, formuladas com diferentes monómeros funcionais, pelo método indireto de extrato, às 24 horas, utilizando células do tipo préodontoblásticas (MDPC23). Métodos: Para o presente estudo foram formuladas 5 resinas autoadesivas, com variação do monómero funcional adesivo/surfactante. A mistura de resina líquida consistiu em dimetacrilato de uretano (UDMA) a 60 wt%, com adição de 24 wt% de dimetacrilato de trietilenoglicol (TEGDMA) como diluente. Em 4 dos 5 grupos experimentais foram adicionados 10 wt% de diferentes monómeros funcionais: 10MDP, GPDM, HEAA e HEMA. A última formulação, de controlo, teve 10 wt% adicionais de UDMA, sem monómero funcional. Foi adicionado ainda 1% de canforoquinona à fase líquida. A fase particulada incluiu vidros de bário e aluminossilicatos (1,5 μm e 0,4 μm) e nanopartículas de sílica. Os compósitos foram misturados numa proporção pólíquido de 1.2:1, com recurso a uma misturadora centrífuga. Cada resina foi introduzida em anéis de silicone do tipo ORing de dimensões padronizadas, procedendo-se de seguida à polimerização de 8 discos de resina por grupo experimental. Os discos foram esterilizados com recurso a radiação UV, tendo sido subsequentemente introduzidos no condicionamento de meio celular numa proporção de 1:1 (incubação 24 horas sob agitação). Foi utilizada uma cultura celular do tipo préodontoblastos (MDPC23) num ensaio de citotoxicidade de 3 (4,5Dimetiltiazol2yl) 2,5Difenil Tetrazolium (MTT) realizado 24h após a exposição das células aos extratos em diferentes concentrações, tendo sido posteriormente calculada a viabilidade celular. Resultados: Foram registadas diferenças entre os grupos estudados em concentrações abaixo de 100% (50, 25, 12,5 e 6,25%) e entre os grupos experimentais contendo HEMA e HEAA como monómeros funcionais. Conclusões: Todas as resinas autoadesivas testadas demonstraram desencadear respostas de citoxicidade, em concentrações elevadas, 24 horas após a administração dos extratos, sendo que este nível de toxicidade varia em função da formulação. |
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