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Prevalência, natureza e impacto da violência sexual online na população adulta

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Detalhes bibliográficos
Resumo:Na última década, a violência sexual (VS) online tem-se tornado numa preocupação crescente. Entre 70% a 80% da população já experienciou algum tipo deste comportamento abusivo, o que reflete a seriedade e amplitude do fenómeno. Dada a escassa informação sobre a sua caraterização, a VS online é frequentemente subestimada e compreendida de forma inadequada. O presente estudo tem como propósito caraterizar a VS online na população adulta portuguesa, designadamente a sua prevalência, natureza e impacto. Uma amostra de 341 participantes, responderam aos seguintes instrumentos: Technology-Facilitated Sexual Violence; Escala de Avaliação de Ciberstalking, Escala de Crenças sobre Violência Sexual; Escala de Distress, Difficulties in Emotion Regulation Scale, e Escala de Vergonha. Os resultados identificaram 66% dos respondentes como vítimas VS online, verificando-se uma maior taxa de prevalência nos participantes mais novos, nas mulheres, nos heterossexuais, e nos indivíduos tendencialmente liberais. A orientação sexual, a atitude perante a sexualidade, a vitimização por ciberstalking e a vergonha demonstraram ser preditores da VS online. O assédio sexual digital e o assédio sexual baseado no género e na sexualidade representam os comportamentos mais comuns de VS, perpetrados maioritariamente por agressores do sexo masculino, geralmente desconhecidos da vítima. Verificou-se ainda que a VS online tende a ser mais impactante em função da intensificação dos níveis de distress, da dificuldade na regulação emocional e da vergonha. Os resultados encontrados vêm reforçar a urgência na elaboração de estratégias de prevenção e intervenção adequadas, bem como na restruturação das políticas publicas e jurídicas, no que concerne ao apoio à vítima e às advertências penais aos agressores.
Autores principais:Romeiras, Filipa de Sousa
Assunto:Violência sexual Violência sexual online Ciberassédio Ciberstalking Era digital Distress Regulação emocional Crenças Vergonha
Ano:2024
País:Portugal
Tipo de documento:dissertação de mestrado
Tipo de acesso:acesso restrito
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:Na última década, a violência sexual (VS) online tem-se tornado numa preocupação crescente. Entre 70% a 80% da população já experienciou algum tipo deste comportamento abusivo, o que reflete a seriedade e amplitude do fenómeno. Dada a escassa informação sobre a sua caraterização, a VS online é frequentemente subestimada e compreendida de forma inadequada. O presente estudo tem como propósito caraterizar a VS online na população adulta portuguesa, designadamente a sua prevalência, natureza e impacto. Uma amostra de 341 participantes, responderam aos seguintes instrumentos: Technology-Facilitated Sexual Violence; Escala de Avaliação de Ciberstalking, Escala de Crenças sobre Violência Sexual; Escala de Distress, Difficulties in Emotion Regulation Scale, e Escala de Vergonha. Os resultados identificaram 66% dos respondentes como vítimas VS online, verificando-se uma maior taxa de prevalência nos participantes mais novos, nas mulheres, nos heterossexuais, e nos indivíduos tendencialmente liberais. A orientação sexual, a atitude perante a sexualidade, a vitimização por ciberstalking e a vergonha demonstraram ser preditores da VS online. O assédio sexual digital e o assédio sexual baseado no género e na sexualidade representam os comportamentos mais comuns de VS, perpetrados maioritariamente por agressores do sexo masculino, geralmente desconhecidos da vítima. Verificou-se ainda que a VS online tende a ser mais impactante em função da intensificação dos níveis de distress, da dificuldade na regulação emocional e da vergonha. Os resultados encontrados vêm reforçar a urgência na elaboração de estratégias de prevenção e intervenção adequadas, bem como na restruturação das políticas publicas e jurídicas, no que concerne ao apoio à vítima e às advertências penais aos agressores.