Publicação
A hipossialia em pacientes polimedicados
| Resumo: | Introdução: A polimedicação pode manifestar efeitos adversos na cavidade oral como hipossialia e/ou xerostomia, que podem refletir impacto na qualidade de vida relacionada com a saúde oral dos indivíduos. Objetivos: Avaliar a prevalência de hipossialia e os fatores de risco associados nos pacientes polimedicados, relacionando com variáveis sociodemográficas, autoperceção e severidade da xerostomia e autoperceção da qualidade de vida relacionada com saúde oral. Materiais e Métodos: Uma amostra de 40 indivíduos polimedicados selecionada aleatoriamente compareceu nas consultas de MDPCA II da Clínica Dentária Egas Moniz, e consentiu a participação no estudo. Foi aplicado um questionário composto por variáveis sociodemográficas, dados referentes à polimedicação, Summated Xerostomy Inventory (SXI-PL) e The short version of the Oral Health Impact Profile Questionnaire (OHIP-14sp). Executou-se a sialometria para obtenção das taxas de fluxo salivar não estimulado (TFSNE) e estimulado (TFSE). Os dados recolhidos foram submetidos a análise estatística através do SPSS®. Resultados: A hipossialia foi mais prevalente no grupo ≥65 anos (27,5%), feminino (27,5%), caucasiana (45%), escolaridade até ao 1º Ciclo (20%), rendimento familiar mensal entre 1 e 2 salários mínimos (20%), reformados(as) (32,5%), casados(as)/ união de facto (32,5%) e não fumadores (45%). Não foi encontrada associação (p >0,05) da prevalência de hipossialia com variáveis sociodemográficas nem com polimedicação. Observou-se maior impacto na xerostomia (8,60±2,56) e na qualidade de vida relacionada com saúde oral (16,0±15,8) no grupo com hipossialia. Verificou-se impacto significativo (p=0,002) da xerostomia na qualidade de vida relacionada com saúde oral. Não se observou associação (p >0,05) da polimedicação com a qualidade de vida relacionada com saúde oral. Conclusão: Compete ao Médico Dentista proceder ao diagnóstico precoce em pacientes com hipossialia associada à polimedicação, delineando estratégias preventivas que promovam o bem-estar e qualidade de vida relacionada com saúde oral do indivíduo. |
|---|---|
| Autores principais: | Marques, João Gato |
| Assunto: | Hipossialia Xerostomia Polimedicação Qualidade de vida relacionada com saúde oral |
| Ano: | 2020 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | Introdução: A polimedicação pode manifestar efeitos adversos na cavidade oral como hipossialia e/ou xerostomia, que podem refletir impacto na qualidade de vida relacionada com a saúde oral dos indivíduos. Objetivos: Avaliar a prevalência de hipossialia e os fatores de risco associados nos pacientes polimedicados, relacionando com variáveis sociodemográficas, autoperceção e severidade da xerostomia e autoperceção da qualidade de vida relacionada com saúde oral. Materiais e Métodos: Uma amostra de 40 indivíduos polimedicados selecionada aleatoriamente compareceu nas consultas de MDPCA II da Clínica Dentária Egas Moniz, e consentiu a participação no estudo. Foi aplicado um questionário composto por variáveis sociodemográficas, dados referentes à polimedicação, Summated Xerostomy Inventory (SXI-PL) e The short version of the Oral Health Impact Profile Questionnaire (OHIP-14sp). Executou-se a sialometria para obtenção das taxas de fluxo salivar não estimulado (TFSNE) e estimulado (TFSE). Os dados recolhidos foram submetidos a análise estatística através do SPSS®. Resultados: A hipossialia foi mais prevalente no grupo ≥65 anos (27,5%), feminino (27,5%), caucasiana (45%), escolaridade até ao 1º Ciclo (20%), rendimento familiar mensal entre 1 e 2 salários mínimos (20%), reformados(as) (32,5%), casados(as)/ união de facto (32,5%) e não fumadores (45%). Não foi encontrada associação (p >0,05) da prevalência de hipossialia com variáveis sociodemográficas nem com polimedicação. Observou-se maior impacto na xerostomia (8,60±2,56) e na qualidade de vida relacionada com saúde oral (16,0±15,8) no grupo com hipossialia. Verificou-se impacto significativo (p=0,002) da xerostomia na qualidade de vida relacionada com saúde oral. Não se observou associação (p >0,05) da polimedicação com a qualidade de vida relacionada com saúde oral. Conclusão: Compete ao Médico Dentista proceder ao diagnóstico precoce em pacientes com hipossialia associada à polimedicação, delineando estratégias preventivas que promovam o bem-estar e qualidade de vida relacionada com saúde oral do indivíduo. |
|---|