Publicação

Fatores de proteção em arguidos de violência nas relações íntimas

Ver documento

Detalhes bibliográficos
Resumo:"O Gabinete de Informação e Atendimento à Vítima (GIAV) inserido na 7ª Secção, Unidade contra a Violência Doméstica, do DIAP de Lisboa efetua assessoria técnica aos magistrados, tendo como uma das suas funções a avaliação de risco de violência nas relações íntimas. A recolha de dados aos arguidos foi realizada desde Novembro de 2011 a Junho de 2015, através de entrevistas semiestruturadas e com a aplicação do SAPROF. Os arguidos são predominantemente do sexo masculino (N=60), contabilizando-se 6 arguidos do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 23 e os 80 anos (M=45.23; DP=11.93). Na avaliação dos fatores de proteção, 63.6% dos casos foram classificados com proteção baixa, 34.8% com proteção moderada e 1.5% com proteção elevada. Salientam-se os seguintes fatores de proteção como os definitivamente presentes mais comuns nos casos estudados: trabalho (48.5%), atitudes face à autoridade (28.8%) e gestão financeira (24.2%), contrastando com os fatores de coping e controlo externo que não foram considerados em nenhum caso como definitivamente presentes. De modo semelhante aos fatores de risco, devem igualmente considerar-se os fatores de proteção para a avaliação do caso e para a sua intervenção, tendo sido possível nesta investigação observar quais os fatores de proteção que necessitam de um acompanhamento mais próximo por parte do psicólogo."
Autores principais:Rolo, André
Outros Autores:Moreira, Vera; Lopes, Ana Isabel; Domingues, Hugo; Almeida, Iris
Assunto:Proteção Arguidos Violência Relações íntimas SAPROF Structured Assessment of Protective Factors
Ano:2015
País:Portugal
Tipo de documento:documento de conferência
Tipo de acesso:acesso aberto
Instituição associada:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Idioma:português
Origem:Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL
Descrição
Resumo:"O Gabinete de Informação e Atendimento à Vítima (GIAV) inserido na 7ª Secção, Unidade contra a Violência Doméstica, do DIAP de Lisboa efetua assessoria técnica aos magistrados, tendo como uma das suas funções a avaliação de risco de violência nas relações íntimas. A recolha de dados aos arguidos foi realizada desde Novembro de 2011 a Junho de 2015, através de entrevistas semiestruturadas e com a aplicação do SAPROF. Os arguidos são predominantemente do sexo masculino (N=60), contabilizando-se 6 arguidos do sexo feminino, com idades compreendidas entre os 23 e os 80 anos (M=45.23; DP=11.93). Na avaliação dos fatores de proteção, 63.6% dos casos foram classificados com proteção baixa, 34.8% com proteção moderada e 1.5% com proteção elevada. Salientam-se os seguintes fatores de proteção como os definitivamente presentes mais comuns nos casos estudados: trabalho (48.5%), atitudes face à autoridade (28.8%) e gestão financeira (24.2%), contrastando com os fatores de coping e controlo externo que não foram considerados em nenhum caso como definitivamente presentes. De modo semelhante aos fatores de risco, devem igualmente considerar-se os fatores de proteção para a avaliação do caso e para a sua intervenção, tendo sido possível nesta investigação observar quais os fatores de proteção que necessitam de um acompanhamento mais próximo por parte do psicólogo."