Publicação
O biofilme na prótese dentária : patogénese e controlo
| Resumo: | O microbioma oral é caracterizado por uma grande diversidade bacteriana, e as bactérias comensais e patogénicas do meio partilham um equilíbrio dinâmico a que chamamos simbiose. É importante conhecer tanto a microbiota como o microbioma oral a fim de podermos identificar os diferentes microrganismos que fazem parte da cavidade oral, bem como, as suas interacções. O biofilme é uma estrutura microbiana altamente especializada conhecida pela sua resistência a antimicrobianos. Na cavidade oral, bem como noutras localizações do nosso corpo, tem a capacidade de integrar agentes patogénicos que são capazes de alterar o equilíbrio do microbioma e instalar um estado de disbiose que pode desencadear doenças como a cárie, a doença periodontal, a estomatite protética, patologias respiratórias e cardiovasculares. Com o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento e melhoria dos cuidados de saúde, verifica-se um aumento da população idosa, e consequente procura de tratamentos dentários que resolvam a situação de edentulismo que se verifica com o avançar da idade. A prótese removível continua a ser uma das propostas terapêuticas de eleição visto que, apresenta uma relação preço/qualidade acessível para a maioria da população. No entanto, uma das suas desvantagens é a acumulação de microrganismos na sua base protética e consequente formação do biofilme. Com o objectivo de resolver esta situação têm sido desenvolvidas técnicas de controlo e eliminação do biofilme, através da utilização de soluções antimicrobianas e da introdução de nanopartículas com propriedades antimicrobianas nas resinas acrílicas, mas, sem interferir nas propriedades físicas e mecânicas da estrutura da prótese. |
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| Autores principais: | Velasco, Carlota Úlrica Abrantes Mendes d’Orey |
| Assunto: | Biofilme Biofilme oral Microbioma oral Microbiota oral Microbiologia Prótese Prótese removível Edentulismo Portador de prótese |
| Ano: | 2018 |
| País: | Portugal |
| Tipo de documento: | dissertação de mestrado |
| Tipo de acesso: | acesso aberto |
| Instituição associada: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Idioma: | português |
| Origem: | Egas Moniz - Cooperativa de Ensino Superior, CRL |
| Resumo: | O microbioma oral é caracterizado por uma grande diversidade bacteriana, e as bactérias comensais e patogénicas do meio partilham um equilíbrio dinâmico a que chamamos simbiose. É importante conhecer tanto a microbiota como o microbioma oral a fim de podermos identificar os diferentes microrganismos que fazem parte da cavidade oral, bem como, as suas interacções. O biofilme é uma estrutura microbiana altamente especializada conhecida pela sua resistência a antimicrobianos. Na cavidade oral, bem como noutras localizações do nosso corpo, tem a capacidade de integrar agentes patogénicos que são capazes de alterar o equilíbrio do microbioma e instalar um estado de disbiose que pode desencadear doenças como a cárie, a doença periodontal, a estomatite protética, patologias respiratórias e cardiovasculares. Com o desenvolvimento de novas estratégias de tratamento e melhoria dos cuidados de saúde, verifica-se um aumento da população idosa, e consequente procura de tratamentos dentários que resolvam a situação de edentulismo que se verifica com o avançar da idade. A prótese removível continua a ser uma das propostas terapêuticas de eleição visto que, apresenta uma relação preço/qualidade acessível para a maioria da população. No entanto, uma das suas desvantagens é a acumulação de microrganismos na sua base protética e consequente formação do biofilme. Com o objectivo de resolver esta situação têm sido desenvolvidas técnicas de controlo e eliminação do biofilme, através da utilização de soluções antimicrobianas e da introdução de nanopartículas com propriedades antimicrobianas nas resinas acrílicas, mas, sem interferir nas propriedades físicas e mecânicas da estrutura da prótese. |
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